12 de ago. de 2008
Mais um dia
O dia vem e é apenas mais um dia. Nada muda, continuo viva na mesma vida da qual tentei escapar, da qual quis esquecer e me libertar. O dia vem e é apenas mais um dia. O mesmo que começou enquanto eu dormia e irá terminar quando eu estiver dormindo, vai passar enquanto eu continuo sonhando abrindo portas para o inesquecível, para o inefável, para o outro inexorável Nada, o Tudo em minha vida... fui eu. Eu matei a criança em mim, esqueço que ela um dia existiu na libertinagem da pré-adolescência. Mentiras inocentes, hoje são mentiras sinceras, sinceramente criadas para criar uma outra imagem que aos poucos se quebra... O dia vem e é apenas mais um dia. O dia em que esquecerei de tudo o que é passado e pensarei no futuro, mais uma mentira que se revela em meu presente... Imagens...Mais um dia...Mais uma noite...Mais uma hora...Mais um dia que chega e se vai e eu continuo dormindo. Isso não faz sentido. Quem disse que era para fazer algum sentido?
BORDERLINE
Hoje acordei mais uma vez na doce madrugada, assustada por sonhos torturantes, hoje eu vi quem deveria ser e quem eu gostaria de ser, o que sou e o que não sei ainda dizer se cheguei a ser. Espero a noite me engolir em sua melancolia. Hoje o dia amanheceu doente, meus heróis estão aos poucos se perdendo. Alguns morrem, outros se esquecem de quem são, como eu vou me esquecendo assim...
Assim...vou me perdendo em lugares na minha mente, mundos inexplorados, a fronteira, o limite, "the borderline". Vou temendo ficar sozinha e me isolando, vou tentando, assim, esquecer a vida que vivi até aqui, a vida que morri até aqui, assim...vou perdendo o tempo, vou explorando a introspecção, essa hiperatividade inoperante, não consigo ficar comigo por muito mais tempo. Vou, assim...me apagando para apagar a dor, vou refletindo o incerto, essa incerteza do que certamente virá. O retorno. Assim...preparando armadilhas para meu próprio espírito... quero sair daqui. Estou vendo, assim serei, por muito tempo, assim estarei por mais algumas vidas, por outras mortes. Assim, "in the borderline" na fronteira entre a sanidade e a loucura. Que loucura é essa que se esquece de fantasiar o belo e interfere na minha estória, na minha história... assim, que loucura é essa?
Assim...vou me perdendo em lugares na minha mente, mundos inexplorados, a fronteira, o limite, "the borderline". Vou temendo ficar sozinha e me isolando, vou tentando, assim, esquecer a vida que vivi até aqui, a vida que morri até aqui, assim...vou perdendo o tempo, vou explorando a introspecção, essa hiperatividade inoperante, não consigo ficar comigo por muito mais tempo. Vou, assim...me apagando para apagar a dor, vou refletindo o incerto, essa incerteza do que certamente virá. O retorno. Assim...preparando armadilhas para meu próprio espírito... quero sair daqui. Estou vendo, assim serei, por muito tempo, assim estarei por mais algumas vidas, por outras mortes. Assim, "in the borderline" na fronteira entre a sanidade e a loucura. Que loucura é essa que se esquece de fantasiar o belo e interfere na minha estória, na minha história... assim, que loucura é essa?
Em uma noite
Em uma noite estarei viajando dentro de mim, serei eu quem conectará as estrelas até formarem desenhos no céu. Em uma noite, encontrarei o sentido das palavras caridade e amor nos outros, fora de mim. Em uma noite, contarei estórias para criancinhas invisíveis no meu quarto, enquanto o tempo vai passando e o dia raiando. Em uma noite, não estarei mais aqui, onde estou, nesse mesmo lugar, nesse mundo, nessa mesma intensidade, nesta frequência, nesta imensidão de solidão. Em uma noite não serei mais eu quem decidirá se choro ou não; chorarei quando o mundo deixar, quando as lágrimas sentirem que podem expor-me ao mundo em que me afundei, em que vou afundando... Em uma noite ainda penso que serei feliz ao lado das pessoas que mais amo no mundo, ao lado dos espíritos de luz que vêm me guiando para o lado menos sombrio, pelo caminho tortuoso e cheio de ilusões que fazem na verdade, parte da realidade. Em uma noite eu não esquecerei você, não mais, nunca mais, estarei por perto para dizer que te amo,e ouvir você dizer que me ama também, palavras trocadas, carinhos dados, mundo quebrado, espelho quebrado e imagens jogadas ao universo. Em uma noite, tudo terá fim,mas não o fim, um novo começo, e anseio por essa noite.
2 de ago. de 2008
I love you Mom

Pois é, eu nunca falei da minha mãe aqui. Minha mãe é tolerante, paciente, carinhosa, implicante, mas acima de tudo é especial. Eu sou seu Karma nesta vida, ela diz que sua missão é me guiar para uma vida mais saudável, para o melhor. Ela tem feito um ótimo trabalho até agora, mas não aceita que eu precise de pessoas variadas em minha vida, ela quer ser tudo, psicóloga, amiga, mãe...e há momentos em que eu preciso que ela seja tudo isso. Ela quer saber quem sou e eu também, ela quer confiança e eu também. Nossas brigas duram no máximo dois dias, sempre.Muitas vezes ela reclama que eu não a procuro em momentos de desespero e angústia, o que ela não entende é que muitas vezes tudo o que eu preciso é do seu sorriso. O que ela ainda precisa compreender é que sou completamente dependente dela e que preciso encontrar meu caminho sozinha, porém sempre em sua presença...eu amo minha mãe mais do que a mim mesma. Um dia, ela vai entender que eu não estou aqui, neste mundo, nesta vida, neste momento, para dificultar sua missão, mas para descobrir a minha.
30 de jul. de 2008

Gostaria de poder responder às perguntas dentro de mim, mas não posso. Não simplesmente um sim ou um não, mas um porquê. Hoje sinto que estou envelhecendo, porém sem a riqueza da sabedoria. Vou me abandonando querendo voltar ao tempo em que fui criança feliz, mas esse tempo foi curto, o importante é que foi bom. Vou conhecendo pessoas novas e me perguntando o que elas podem ver em mim, o que eu tenho a oferecer? Talvez, tudo, talvez nada, mas o nada sou eu, e vou morrendo, sentindo muito por estar só e acompanhada nessa solidão, paradoxos da vida, antíteses do interlúdio, a poesia vai ficando dormente, e então vem a morte, o amor, talvez o amor venha antes, mas logo chega a morte, e chega então o começo de tudo e o tudo sobre o Nada.
28 de jul. de 2008
Not alone-lexterminatus
Um minuto de silêncio pela freelight, por puro respeito e carinho, além de muita gratidão afinal esta versão da música foi composta por mim, Mika, mas os arranjos finais foram conquistados com a ajuda da Freelight, nossa eterna escola de onde saíram todos os músicos da lex original...beijos a todos
http://br.youtube.com/watch?v=2cer64FxrLg
http://br.youtube.com/watch?v=2cer64FxrLg
Prévia, uma carta a Paulinha
Neste fim de semana foi a primeira prévia da comenoesp em Cafelândia. Eu fui! Mas para ser mais sincera, eu não fui, não me entreguei ao encontro e me arrpendo por tudo. Apesar de ter mesmo feito amigos novos, pessoas interessantes que ainda não rechonhecia a existência, senti-me só. Vou falar de uma pessoa especial:
Paulinha, em meio a tantos problemas, seus e meus também, nos conhecemos, eu a conheci na Comenoesp de Tupã, ela nem sabia que eu existia, gostei de seu entusiasmo, liderança e dedicação, mal sabia eu da grandeza de seu coração. Antes da Comenoesp de Tupã eu estava mesmo pensando em deixar este mundo, a viagem de ida foi para mim um tempo para refletir sobre minha própria existência, eu não a reconhecia e não queria mais tentar. Mas chegando lá conheci a Paulinha, não fui ao seu encontro, observei de longe, como sempre. Mas me impressionei. Ao retornar da Comenoesp eu mandei um e-mail para a Paulinha parabenizando-a pela organização e realização do encontro, não pensei que haveria um retorno, mas houve, como eu disse para ela ontem mesmo, seu coração é tão lindo e grande que acolhe amigos e desconhecidos (eu). Começamos a trocar e-mails, ela me contava quando estava em crise e eu contava quando eu estava em crise ao mesmo tempo que tentava tirar forças para estar próxima de uma maneira meio distante em momentos de dor e desespero. Nos identificamos uma com a outra, e após inúmeros e-mails, finalmente tive a oportunidade de vê-la pessoalmente nesta prévia, e apesar dos calorosos abraços (3) que recebi e das incontáveis oportunidades de conversarmos, eu não me fiz presente e ela também não se aproximou, oportunidades perdidas...Mas teremos outras. Não vou me despedir, pois prometi a ela que não o faria... Paulinha se um dia vc chegar a ler isto, saiba que aprendi a ama-la e reconhecê-la como amiga próxima e distante, mais próxima de mim, mais distante da fria matéria que me envolve... Paulinha, sinto muito ter perdido oportunidades, sinto muito ser meio ou completamente, isolada do resto das pessoas. Prometo tentar mudar e nunca mais dizer adeus, estou aqui e aqui ficarei pelo tempo que me foi destinado desde que vc fique comigo também. Uma coisa que eu queria dizer; quando vc me abraçou e disse "minha amiga Mari" eu queria dizer "Não me deixe". Sempre que tiver um problema, eu estarei a seu lado, sempre que quiser sorrir, eu estarei lá para sorrir devolta, sempre que quiser chorar eu estarei lá para dizer que ainda sinto vc comigo e estou aqui. Paulinha, não me deixe!!!!!!! E mais ainda, Aproxime-se! Tudo o que tem a fazer é olhar para mim e dizer "Mari" só isso, e eu estarei a seu lado.
Abraços a todos da prévia, valeu Cafelândia e Vejo-os todos em Assis!
Paulinha, em meio a tantos problemas, seus e meus também, nos conhecemos, eu a conheci na Comenoesp de Tupã, ela nem sabia que eu existia, gostei de seu entusiasmo, liderança e dedicação, mal sabia eu da grandeza de seu coração. Antes da Comenoesp de Tupã eu estava mesmo pensando em deixar este mundo, a viagem de ida foi para mim um tempo para refletir sobre minha própria existência, eu não a reconhecia e não queria mais tentar. Mas chegando lá conheci a Paulinha, não fui ao seu encontro, observei de longe, como sempre. Mas me impressionei. Ao retornar da Comenoesp eu mandei um e-mail para a Paulinha parabenizando-a pela organização e realização do encontro, não pensei que haveria um retorno, mas houve, como eu disse para ela ontem mesmo, seu coração é tão lindo e grande que acolhe amigos e desconhecidos (eu). Começamos a trocar e-mails, ela me contava quando estava em crise e eu contava quando eu estava em crise ao mesmo tempo que tentava tirar forças para estar próxima de uma maneira meio distante em momentos de dor e desespero. Nos identificamos uma com a outra, e após inúmeros e-mails, finalmente tive a oportunidade de vê-la pessoalmente nesta prévia, e apesar dos calorosos abraços (3) que recebi e das incontáveis oportunidades de conversarmos, eu não me fiz presente e ela também não se aproximou, oportunidades perdidas...Mas teremos outras. Não vou me despedir, pois prometi a ela que não o faria... Paulinha se um dia vc chegar a ler isto, saiba que aprendi a ama-la e reconhecê-la como amiga próxima e distante, mais próxima de mim, mais distante da fria matéria que me envolve... Paulinha, sinto muito ter perdido oportunidades, sinto muito ser meio ou completamente, isolada do resto das pessoas. Prometo tentar mudar e nunca mais dizer adeus, estou aqui e aqui ficarei pelo tempo que me foi destinado desde que vc fique comigo também. Uma coisa que eu queria dizer; quando vc me abraçou e disse "minha amiga Mari" eu queria dizer "Não me deixe". Sempre que tiver um problema, eu estarei a seu lado, sempre que quiser sorrir, eu estarei lá para sorrir devolta, sempre que quiser chorar eu estarei lá para dizer que ainda sinto vc comigo e estou aqui. Paulinha, não me deixe!!!!!!! E mais ainda, Aproxime-se! Tudo o que tem a fazer é olhar para mim e dizer "Mari" só isso, e eu estarei a seu lado.
Abraços a todos da prévia, valeu Cafelândia e Vejo-os todos em Assis!
22 de jul. de 2008
Estou presa nesta história de depressão, não choro, não grito, não vivo, vou morrendo e perdendo a passagem das milhares de histórias que eu prefiro contar a vivê-las. Estou pedindo socorro, porque estou quebrada e continuo quebrando, há este lado muito sensível dentro de mim que quer derramar lágrimas e sangue se for preciso, para continuar a vida que começou ao nascer, mas que se interrompeu na morte, agora a morte me persegue, vou escolhendo palavras para transmitir pensamentos que nem eu mesma entendo, vou seguindo minha vida, sem chama-la de vida... é o fim, o meio e começo de um nada... nada ... nada que vem e vai. É minha alma que adoece e leva consigo meu coração, infectando-o com com a dor que sente sem saber o porquê... estou presa neste corpo que ainda não sei usar direito, pois nada do que eu peço para ele fazer ele se dispõe a faze-lo, como comer carne, ou chorar, pelo amor de Deus chore seria melhor do que esse olhar vazio...
chega!!!!!!!
chega!!!!!!!
pesadelos
Tenho tido muitos pesadelos, pessoas morrendo ao meu redor, pessoas especiais me deixando, o abandono é a pior solidão. Temo minha própria mente, temo ser eu, simplesmente um eu que ainda não encontrei, e já temo tanto, que prefiro não dormir.
Ao acordar, abro os olhos devagar e com cuidado,porque o mundo que me envolve pode ser os mundos de pesadelos ancestrais que me abraçam na escuridão. Não sei se prefiro dormir ou ficar vigilante. As noites são de angústia profunda, acordo de madrugada sem conseguir respirar e me inveredo por pensamentos tétricos de origem desconhecida que me levam ao terror noturno, não sei o que prefiro fazer da minha vida, estou morrendo ao invés de viver, as pessoas morrem em mim e eu morro aos poucos.
Todos os dias narro uma história qualquer em minha mente, e vou escrevendo para não perder a linha de pensamento, mas a perco mesmo assim, pois outros vêm a mente e não sei como controlar o impulso de não pensar somente em morte, estou definhando, esquecendo da vida, esquecendo do tempo, vagando ébria por negros bosques em mim, sou um espírito de luz? Já não sei o que é luz ou o que é escuridão, há apenas a penumbra.
Ao acordar, abro os olhos devagar e com cuidado,porque o mundo que me envolve pode ser os mundos de pesadelos ancestrais que me abraçam na escuridão. Não sei se prefiro dormir ou ficar vigilante. As noites são de angústia profunda, acordo de madrugada sem conseguir respirar e me inveredo por pensamentos tétricos de origem desconhecida que me levam ao terror noturno, não sei o que prefiro fazer da minha vida, estou morrendo ao invés de viver, as pessoas morrem em mim e eu morro aos poucos.
Todos os dias narro uma história qualquer em minha mente, e vou escrevendo para não perder a linha de pensamento, mas a perco mesmo assim, pois outros vêm a mente e não sei como controlar o impulso de não pensar somente em morte, estou definhando, esquecendo da vida, esquecendo do tempo, vagando ébria por negros bosques em mim, sou um espírito de luz? Já não sei o que é luz ou o que é escuridão, há apenas a penumbra.
11 de jul. de 2008
Ás vezes eu desapareço dentro de mim, me perco nos milhões de pensamentos que me atormentam e me inspiram. Desperdiço o tempo, passo horas na cama pensando e ouvindo outros cantarem suas dores e me identifico um pouco com suas palavras. Ouço música em todos os lugares, nasci na música e continuo nela, mas não sei voltar a mim. É na música que tento me encontrar, mas é nela que me perco. Há tanto a ser feito, tantos planos que uma vida só parece pouco para tanta coisa, mas vou vivendo e ao mesmo tempo morrendo, mais perto da morte do que qualquer outro que vive eu encontro paz no futuro que ainda há por vir, na existência de uma continuação da vida, na certeza de que não estou sendo abandonada por meus amores, apenas o destino nos separou por um tempo que me parece infinito.
Esqueço de agradecer quem me ajuda, mas estão sempre comigo, em pensamentos, em idéias, em espírito.
Hoje me sinto melancólica, cantando ao som de Rob Tomas, sem lágrimas, não aprendi a chorar, choro quando o mundo ri, mas ultimamente o mundo tem chorado mais pois em mim há muita frialdade dentro da matéria que não deixa o espírito se expressar. E vou perdendo a paciência, na escola da vida não tenho sido uma boa aluna.
Esqueço de agradecer quem me ajuda, mas estão sempre comigo, em pensamentos, em idéias, em espírito.
Hoje me sinto melancólica, cantando ao som de Rob Tomas, sem lágrimas, não aprendi a chorar, choro quando o mundo ri, mas ultimamente o mundo tem chorado mais pois em mim há muita frialdade dentro da matéria que não deixa o espírito se expressar. E vou perdendo a paciência, na escola da vida não tenho sido uma boa aluna.
28 de mai. de 2008
Não há nada pior do que o sentimento de vazio, é o não sentir nada além da dor de existir, o nada enfim de não poder simplesmente não sentir Nada.
FIco observando as pessoas mais felizes que eu e imagino o que elas têm que eu preciso ter também...
Mas tenho tudo do que preciso, tenho amigos, tenho família, uma família quebrada,no entanto é minha família.
Quero escrever sobre a tia Beth; ela foi uma pessoa especial na minha vida, e na vida de muitas outras pessoas, uma pessoa que foi iluminada, quem dera eu tivesse tal luz...
Mas perco as palavras ao escrever sobre o sublime.
Antes eu podia ouvir uma bela canção e chorar a perfeição, hoje não choro mais, e sinto falta das lágrimas... sinto falta de poder sentir algo além disso que sinto hoje cujo nome eu não sei. Talvez não exista denominação.
FIco observando as pessoas mais felizes que eu e imagino o que elas têm que eu preciso ter também...
Mas tenho tudo do que preciso, tenho amigos, tenho família, uma família quebrada,no entanto é minha família.
Quero escrever sobre a tia Beth; ela foi uma pessoa especial na minha vida, e na vida de muitas outras pessoas, uma pessoa que foi iluminada, quem dera eu tivesse tal luz...
Mas perco as palavras ao escrever sobre o sublime.
Antes eu podia ouvir uma bela canção e chorar a perfeição, hoje não choro mais, e sinto falta das lágrimas... sinto falta de poder sentir algo além disso que sinto hoje cujo nome eu não sei. Talvez não exista denominação.
8 de mai. de 2008
Para quem quer que seja
Não é sua culpa, também não é minha, esse dia estava na iminência de chegar...A saudade vem, mas é apenas isso, um sentimento que não pode ser descrito, nem apagado das lembranças de dias melhores, dias em que a vida parecia tão simples, dias em que a inocência pairava sobre nós, dias em que pensávamos poder mudar o mundo. Mas não posso ser mais ingênua, o mundo não irá mudar por mim, para mim ou através de mim, sou apenas mais uma das sonhadoras que por aqui esteve para aprender, e aprendi muito, com você e com todos que me rodearam e diziam que essa não era a saída, não havia resposta simples para a dor de existir.
Aqui deixo apenas minhas mágoas e deixo para o futuro um sonho de que tudo seja transformado, terei outras chances de mudar o mundo. Hoje, aqui, agora, eu digo adeus, adeus a quem fui, a quem tentei ser, a quem desejei um dia ser, mas que nunca realmente fui. Um adeus assim, simplesmente isso, um adeus, adeus à velha adolescência que eu desejava nunca ter fim. Adeus ao poucos, vou me despedindo dos que me amaram, dos que me odiaram, dos que nunca me conheceram, dos que não se importaram se eu existia ou não. Vou dando adeus aos poucos, a todos que tentaram. Não vejam isso como uma falha, apenas um projeto que foi interrompido.
Adeus!!!
Mika
Aqui deixo apenas minhas mágoas e deixo para o futuro um sonho de que tudo seja transformado, terei outras chances de mudar o mundo. Hoje, aqui, agora, eu digo adeus, adeus a quem fui, a quem tentei ser, a quem desejei um dia ser, mas que nunca realmente fui. Um adeus assim, simplesmente isso, um adeus, adeus à velha adolescência que eu desejava nunca ter fim. Adeus ao poucos, vou me despedindo dos que me amaram, dos que me odiaram, dos que nunca me conheceram, dos que não se importaram se eu existia ou não. Vou dando adeus aos poucos, a todos que tentaram. Não vejam isso como uma falha, apenas um projeto que foi interrompido.
Adeus!!!
Mika
30 de abr. de 2008
Carência
A carência de um abraço bloqueia as lágrimas que temem sair e expressar a dor que somente eu sinto, mas que por muito tempo outros já sentiram, que por muito tempo alguém ainda sentirá. Sou o espectro de mim mesma, um desenho inacabado da pessoa que quero ser... há divergências, um coração bom, ou um espírito egoísta?
Sou eu, em mim perdida. Mas não mais sozinha.
Sou eu, em mim perdida. Mas não mais sozinha.
1 de jan. de 2008
A year to remember

Somos dotados de grande capacidade de engrandecer nosso círculo social, de aumentar virtudes e desconsiderar defeitos das pessoas que nos tocam o coração e de repente nos inspiram a sermos pessoas melhores, buscar sempre aquele sorriso para serenar transtornos, mesmo que os dias tenham sido de melancolia e saudade, de solidão e tristeza, mas aquele sorriso está sempre pronto para as pessoas especiais.
Em 2007 meus sonhos foram realizados, mesmo que ainda incompletos, conheci três grandes personalidades que merecem destaque na memória; é impossível colocá-los no top 3, porque exigiria uma classificassão, quando na verdade eles merecem ficar assim, lado a lado. Ingrid, o carisma em pessoa, um olhar que apaixona que faz reconhecer que há beleza no mundo para acalentar os corações mais tormentosos, mais sombrios e inseguros. Milton, o inspirador, o professor amigo, exigente, competente, companheiro, sempre buscando a perfeição nas mais complexas teorias. Denis, o substituto que virou titular; alegre, simpático, cujo sucesso em sua carreira despertou a ambição de seus pupilos, tagarela como todo professor deve ser, mas suas histórias foram e continuarão a ser um incentivo para quem quer vencer.
Enfim, os magos que enfeitiçaram a mente desses jovens aspirantes a jornalistas, pelo menos eu sei que enfeitiçaram a minha mente,o meu coração e minha alma. Este foi um ano para ser lembrado por estas pessoas e muitas outras, não tive a chance de dizer adeus a nenhum de vocês e vocês mereciam, mas saibam que não foi negligência, foi uma emergência que me fez partir assim, espero que um dia possam ler estas palavras e lembrar de mim e de todos os alunos da turma de jornalismo que aprenderam a amar cada minuto de convivência com cada um de vocês. Amo todos vocês!!!
26 de dez. de 2007
11 de out. de 2007
Imagens
Nada faz muito sentido quando a depressão se aloja no coração. Talvez por amar demais, ou amar de menos, talvez por sentir demais e ao mesmo tempo não sentir nada, como não poder sentir um toque de carinho de alguém que amamos, não sentir o calor de um abraço quando o mundo parece desmoronar, não ter uma palavra de consolação e ouvir apenas o silêncio.
Imagens de uma vida de turbulências se esbarram nos sonhos, as brigas, as discussões, a carência de um ano longe de casa. Imagens de pessoas novas nas nossas vidas a quem aprendemos a amar muito e que talvez serão apenas lembranças o ano que vem porque a vida se transformou em algo fora do controle das ações e a dependência da caridade de outros nos mostra o quão impotentes nós somos, ainda, talvez não por muito tempo.
Pensamos em desistir, mas há pessoas que ainda acreditam que iremos vencer, talvez não as pessoas que nós gostaríamos que acreditassem em nosso potencial, mas outras pessoas que acabaram de entrar em nossas vidas e já trazem mais carinho do que aquelas que sempre nos acompanharam. Dividimos problemas, traumas, infortúnios, tristeza, desespero, dividimos também alegrias, momentos de descontração, momentos de risadas etéreas, eternas. Não somos uma pessoa só, somos várias, cada ser que conhecemos ao longo desta jornada deixaram uma parte deles em nós, somos compostos das melhores qualidades de quem tocou nossas vidas, somos compostos do amor que compartilhamos.
10 de out. de 2007
Finado
Hoje meu mundo está girando rápido demais, a respiração fica mais difícil, é preciso se segurar para não cair. Hoje minha vida está reclamando demais, reclamando dos infortúnios, do desespero de não ter certeza de onde estarei o ano que vem. Sei bem onde quero estar, mas não sei se lá estarei. Tenho pessoas que ainda acreditam em mim, no meu potencial, na minha inteligência, e gente que duvida que há alguma vida inteligente nesse corpo de 22 anos.
Coloquei o título de "finado" neste post porque talvez essa seja a situação do meu futuro, morto, destruído, quem sabe o porquê? Fui eu? Eu errei tanto nessa vida transviada, até drogas já usei, mas hoje pensei ser uma pessoa diferente, diferente da auto-destrutiva que fui no passado, diferente da egoísta que tenho sido até pouco tempo atrás, diferente da mimada, da "doente". Quando comecei a ter fé na vida, na felicidade, quando comecei a acreditar que ser feliz é realmente uma questão de paz de espírito, puxaram meu tapete, disseram: "Você é muito mais egoísta, você é irresposável, seu futuro depende muito mais de uma mudança radical em você". Pensei que essa mudança, aos poucos, havia acontecido, ou estava acontecendo, agora mais do que nunca; mas meu passado me persegue, serei sempre, aos olhos de minha querida e amada tia, a criança mimada, irresponsável, carente, egoísta e BURRA, daqui para frente só quem me conhece há pouco tempo jura que isso não é verdade, mas esas características são repetidas tantas vezes a mim que começo a acreditar nessa versão abominável do meu ser.
Coloquei o título de "finado" neste post porque talvez essa seja a situação do meu futuro, morto, destruído, quem sabe o porquê? Fui eu? Eu errei tanto nessa vida transviada, até drogas já usei, mas hoje pensei ser uma pessoa diferente, diferente da auto-destrutiva que fui no passado, diferente da egoísta que tenho sido até pouco tempo atrás, diferente da mimada, da "doente". Quando comecei a ter fé na vida, na felicidade, quando comecei a acreditar que ser feliz é realmente uma questão de paz de espírito, puxaram meu tapete, disseram: "Você é muito mais egoísta, você é irresposável, seu futuro depende muito mais de uma mudança radical em você". Pensei que essa mudança, aos poucos, havia acontecido, ou estava acontecendo, agora mais do que nunca; mas meu passado me persegue, serei sempre, aos olhos de minha querida e amada tia, a criança mimada, irresponsável, carente, egoísta e BURRA, daqui para frente só quem me conhece há pouco tempo jura que isso não é verdade, mas esas características são repetidas tantas vezes a mim que começo a acreditar nessa versão abominável do meu ser.
19 de set. de 2007
Pessoas novas, vida nova!!!!
É...nada vem para quem não tenta. Espero um dia ser uma pessoa melhor e ir além, com a ajuda das boas pessoas me cercam, preciso encontrar meu caminho, mas sozinha eu não consigo.
Quero já aqui, fazer uma homenagem às pessoas que fazem parte da minha vida, e a transformaram no momento em que nos conhecemos, começarei pela Ingrid que trouxe um novo significado às palavras inspiração e motivação,pessoa que me trouxe muita luz, e cujo sorriso ilumina a alma do mais triste ser, assim como o Mirtão, que me fez enxergar a teoria por trás da teoria e a inefável sensação de ser um ser pensante,continuo com meus novos amigos, Leonildo, seu sarcasmo seco e gélido é tão cômico como o humor mais negro que a própria escuridão, esse humor e genialidade, trouxeram para minha vida muita energia; meu amigo Marcelo que me fez enxergar além de mim, meu amigo Rodrigo H. que me fez encontrar uma nova pessoa, uma nova musicista dentro de mim, alguém que estava adormecida e que agora desperta, a Sarah, minha vizinha curiosa, quererendo sempre saber um pouco mais, estou aqui para ensinar também, e quero sanar suas dúvidas dentro da minha capacidade. Outras pessoas vieram para me fazer pensar mais nelas do que pensar o tempo todo em mim, essas pessoas são especiais, Rô, Vera, Alfredo, Carlos, pessoas incríveis,cada qual com suas visões particulares do mundo, adoro a todos vocês por me aceitarem e por enxergarem em mim mais do que eu enxergava em mim mesma... Amo vocês!!!!
Quero já aqui, fazer uma homenagem às pessoas que fazem parte da minha vida, e a transformaram no momento em que nos conhecemos, começarei pela Ingrid que trouxe um novo significado às palavras inspiração e motivação,pessoa que me trouxe muita luz, e cujo sorriso ilumina a alma do mais triste ser, assim como o Mirtão, que me fez enxergar a teoria por trás da teoria e a inefável sensação de ser um ser pensante,continuo com meus novos amigos, Leonildo, seu sarcasmo seco e gélido é tão cômico como o humor mais negro que a própria escuridão, esse humor e genialidade, trouxeram para minha vida muita energia; meu amigo Marcelo que me fez enxergar além de mim, meu amigo Rodrigo H. que me fez encontrar uma nova pessoa, uma nova musicista dentro de mim, alguém que estava adormecida e que agora desperta, a Sarah, minha vizinha curiosa, quererendo sempre saber um pouco mais, estou aqui para ensinar também, e quero sanar suas dúvidas dentro da minha capacidade. Outras pessoas vieram para me fazer pensar mais nelas do que pensar o tempo todo em mim, essas pessoas são especiais, Rô, Vera, Alfredo, Carlos, pessoas incríveis,cada qual com suas visões particulares do mundo, adoro a todos vocês por me aceitarem e por enxergarem em mim mais do que eu enxergava em mim mesma... Amo vocês!!!!
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