Venho em busca, venho filha da interrupção, venho louca, mas venho lúcida, venho dentro da solidão. Venho encontrar caminhos, nos carinhos que me doam, sendo carinhosa aos que me perdoam. Venho do não, do sim, do fim, venho do começo, venho do abraço. Venho dentro da ilusão. Venho sem laços que me quebrem as palavras, venho em versos, venho em metáforas. Venho correndo da alucinação. Venho para mim, e venho para os outros.
Conheço as estradas que me levam à vida, conheço os abismos que me empurram à morte, conheço, sul e norte. Conheço meus medos, meis anseios, conheço meus meios de terminar uma dor e começar um amor. Conheço meus elos, pedaços de mim soltos ao pensamento, conheço o veneno que causam certas dores. Conheço cores que enfeitam o céu, conheço o véu que não me permite enxergar além do sofrimento, conheço o tormento de dormir sem descansar, de pensar sem conenctar-me ao mundo real. Conheço o imaginário, conheço o nefasto, infausto ser que teme meu eu incompleto.
Sou apenas uma no mundo e no mundo há muitos como eu. Escrevo no verso das folhas, de trás para frente, com grafias diferentes, escrevo poemas, escrevo paixão, escrevo sem perder a imensidão do sofrer, tampouco a profundidade do saber. Sei ser forte, sendo frágil, sei ser inteira aos pedaços, sei ser sensível, mesmo que minha sensibilidade me machuque ou machuque a outrem. Ontem fui eu quem disse eu te amo, hoje é você quem demonstra amar, posso espalhar o sentimento, mas sem o alento do abraço, não posso nada fazer em busca do amanhecer.
28 de nov. de 2011
21 de nov. de 2011
Posso
Posso ver,
Matar sem querer,
Expurgar o dócil,
Dar lugar ao fácil.
Posso ser,
Querendo não perceber,
Exterminar vidas,
Correr de almas sofridas.
Posso me perder,
Deixar-me enlouquecer,
Destruir o ninho,
Consolar-me no caminho,
Entre pedras ancestrais.
Posso envelhecer,
Entre formas anormais,
Envenar o puro,
Enxergar no escuro.
Posso emudecer,
Arrancar minha voz,
Gritar no ouvido do meu algoz,
Que ando muda,
Perdida, louca, suicida.
Posso renascer,
Virar novamente criança,
Elogiar meu desespero,
E celebrar a esperança.
Posso muito, posso pouco.
Aos poucos tomam forma,
As formas deste tronco
Em que matei , fui e morri.
Dentro do amor, em que aprendi e sorri..
deixe-me entrar
Deixe-me entrar,
Levar para o ontem,
A tristeza do hoje.
Deixe-me abraçar,
Seguir viagem,
Em busca do amanhecer.
Deixe-me tocar,
Sentir coragem,
No meigo olhar do alvorecer.
Deixe-me lembrar,
Enxergar o jovem,
Mesmo no envelhecer.
Deixe-me pingar,
Uma gota da lágrima,
Que vem ao lhe receber.
Deixe gritar a alma,
Que busca no ser,
A liberdade, o prazer.
8 de nov. de 2011
tristeza
Minha tristeza parece mundana, fria, vazia, como a dor de um vaso sem flor, que não realizou seu propósito na vida. Ou talvez, como a mesma flor, arrancada ainda no desabrochar. Sofro sem chorar, tal poeta da escuridão, marcando o tempo por uma lua que brilha para todos, menos para ele. Sofro sem razão, num emranhado de paixão e cores, um jardim sem flores.
O sol nasce e exu berantemente espalha seu calor, tão forte às vezes, tão ardente que queima. Minha tristeza é assim. É observar impotente nos que amo ao meu redor, um sofrimento que não posso e não devo apagar, como não posso apagar o sol quando o dia ferve desconfortável. A dor é minha única certeza. Acordo e me pergunto "vou sofrer hoje?". E uma voz que de dentro do peito grita SIM.
Sofrerei a dor de quem me acompanha, apanha da vida. Sofrerei a morte dos meus mil erros. Sofrerei por mentir e sorrir, quando na noite o sorriso se apaga. Dou lugar às lágrimas, preferindo não chorar, não reconhecer o sofrimento de sentimentos meus.A emoção do alívio em derramar lágrimas, seria talvez uma cura, pura, simples que até crianças sabem fazer. Mas eu sigo sem o pranto enternecedor, o manto, o grito, da minha dor.
4 de nov. de 2011
para o Gilson
Às vezes, cercados pela escuridão, vislumbramos um caminho incerto, cheio da imensidão dos sentimentos imaginados, escondidos, perdidos na ilusão. Sentimos o medo invadindo a alma, perdemos tempo, perdemos vida, perdemos a imaginação de uma nova canção, que nos tiraria da ilusão. Estamos sempre buscando, lutando contra preconceitos, contra conceitos formados na destruição. Estamos sempre brigando, corrigindo o errado, procurando o certo, neste inverno de compaixão exibido aos montes, observados de longe.
Por não conseguirmos enxergar uma luz no final, queremos chegar ao fim, na primavera do infinito, nos poemas recitados aos ventos, imaginando chegar onde ninguém pode nos levar. Às vezes, quando a noite chega, chega também o medo da vastidão, do tempo passado em claro, durante horas perdidas nas mesmas rotinas que nos fazem esquecer da solidão. Procuramos a paixão acesa durante tantos anos em que fomos amigos inseparáveis, em que fomos olhos, ouvidos e bocas, cantando, ouvindo e observando a beleza de um mundo que queríamos transformar. Na cosnciência a lembrança da morte que nos levou a vida, na vida que nos leva a morte. A tolerância de dizer que estamos vivos, transformados na alucinação de outros eus. Outros cantos, contos, poemas, versos declamados por nós , simples mortais , nas palavras imortais. Quando o fim chegar que chegue também a mansidão do sentimento de amor, puro amor, que nos uniu por tantos anos.
Esse tempo, inexorável, imabatível, que tudo cura e tudo procura, dentro de nós estamos sempre morrendo, quando na verdade vemos todos vivendo. Essa vida que nos procura tanto e que desviamos o olhar para não cair na loucura. Mas estamos vivos, e esta vida é para se mostrar, fazer show, cantar, com a voz mais bela que a própria beleza, essa pureza que caracteriza um imortal dentre todos os imortais. Sua voz carrega tristeza, porém transformada riqueza de tons nunca antes alcançados por outro ser, tão bela quanto você, não há quem diga que não se importa ou se orgulha de ter entre a lista de amigos, alguém tão belo, tão verdadeiro, tão cheio de amor, quanto alguém como você.
Por não conseguirmos enxergar uma luz no final, queremos chegar ao fim, na primavera do infinito, nos poemas recitados aos ventos, imaginando chegar onde ninguém pode nos levar. Às vezes, quando a noite chega, chega também o medo da vastidão, do tempo passado em claro, durante horas perdidas nas mesmas rotinas que nos fazem esquecer da solidão. Procuramos a paixão acesa durante tantos anos em que fomos amigos inseparáveis, em que fomos olhos, ouvidos e bocas, cantando, ouvindo e observando a beleza de um mundo que queríamos transformar. Na cosnciência a lembrança da morte que nos levou a vida, na vida que nos leva a morte. A tolerância de dizer que estamos vivos, transformados na alucinação de outros eus. Outros cantos, contos, poemas, versos declamados por nós , simples mortais , nas palavras imortais. Quando o fim chegar que chegue também a mansidão do sentimento de amor, puro amor, que nos uniu por tantos anos.
Esse tempo, inexorável, imabatível, que tudo cura e tudo procura, dentro de nós estamos sempre morrendo, quando na verdade vemos todos vivendo. Essa vida que nos procura tanto e que desviamos o olhar para não cair na loucura. Mas estamos vivos, e esta vida é para se mostrar, fazer show, cantar, com a voz mais bela que a própria beleza, essa pureza que caracteriza um imortal dentre todos os imortais. Sua voz carrega tristeza, porém transformada riqueza de tons nunca antes alcançados por outro ser, tão bela quanto você, não há quem diga que não se importa ou se orgulha de ter entre a lista de amigos, alguém tão belo, tão verdadeiro, tão cheio de amor, quanto alguém como você.
23 de out. de 2011
vida e morte
Estou sempre buscando a morte em vida, sempre procurando entender o porquê de tanto sofrimento numa passagem tão singela e tão natural. Quero a minha, a minha vez, minha morte, meu amor, nos cantos em que somente existe dor...Somente quero enxergar meu limite, meu eu, meu adeus.
Talvez o mundo fosse melhor se eu pensasse menos, fechasse os olhos e sonhasse que o adeus é apenas mais uma palavra e nada mais. Talvez o mundo fosse melhor se eu sentisse menos, cobrasse menos de mim mesma e continuasse nesta luta de perder-me mais. Não sei.
Talvez o mundo fosse melhor se eu pensasse menos, fechasse os olhos e sonhasse que o adeus é apenas mais uma palavra e nada mais. Talvez o mundo fosse melhor se eu sentisse menos, cobrasse menos de mim mesma e continuasse nesta luta de perder-me mais. Não sei.
16 de out. de 2011
o medo
Covarde, enfrento os dias nas memórias de ourtas vidas, outros tempos. Sinto a tempestade dentro da alma revirar e criar novos medos, novos desejos, novos pesadelos, sinto vontade de gritar, vontade de correr, vontade de brilhar, vontade de me esconder, sinto raiva e paixão. Quero um minuto de atenção e ganho somente horas de solidão. O medo assola, avassala, cala. Estou fria de tanta vergonha em quem me transformei, mas quente de tanto orgulho por quem revelei ser e neste ser vi muito, muito amor, muita dor, muito rancor, muito carinho, pelo caminho vou espalhando minhas sementes, o medo enxerga longe, já eu sou miope.
Coragem, coragem é uma palavra que algumas pessoas escolhem para se definir como traço mais forte do ser humano. Coragem, é a palavra mais viva que eu deveria compreender a fundo, e não me esconder em um mundo criado na loucura, um mundo violado, escuro e cinza, feio e belo, como o mar de onde se erguem meus castelos. Eles brotam do profundo oceano e lá a empatia reina, porém, o reinado pode ser tomado pelo medo de viver, medo de se perder, medo de sobreviver ao mundo aqui fora, aqui dentro.
Doentes, somos a fraqueza que nos remete ao pântano das ilusões, doentes, somos a tristeza que nos isola da compreensão das emoções. Fracos, tristes, doentes estamos esquecendo. Quando esquecemos a identidade, esquecemos também a realidade. Em verdade, somos filhos da vida, somos imortais, e com palavras escritas, somos ainda geniais dentro dos padrões mais medíocres das palavras. Escolhendo sempre as palavras mais belas, eis que a beleza contida na palavra "inefável" é indescritível e serve, serve para ultrapassar o medo. Quando temos com quem, e por quê, sabemos ser medrosos, covardes, corajosos, doentes, inefáveis.
15 de out. de 2011
pensando em antíteses
Penso em tudo o que ficou, tudo o que restou. Faço-me de restos, vivos ou mortos, faço-me de fragmentos, faço-me de vento. Estou na esperança de alcançar a nova fase da vida, fase em que mais sou do que fui, mais amo do que odeio, mais mereço do que desperdiço. E com o tempo eu penso...Penso na verdade, na mentira, na ilusão, na realidade, na loucura, na prisão, na liberdade, penso na cura. Cura para a doença do desespero, cura para o medo, medo que me torna prisioneira na mesma luta. Acordar todos os dias e enfrentar a insanidade pura, enfrentar sentimentos que mesmo quando compreendidos são por mim, temidos.
Penso no que irá se transformar, a morte transformada em vida, simples versos em melodias, amor em poesia, dor em harmonia, fantasia em realidade, abstrato, um dia será concreto. Ideas vagas que infeccionam a mente perdida em ilusão. Vão coração que bate descompassado, ao rítmo do abraço, este gesto tão simples que nos une como um laço. Um laço de magneficência. O que outrora fora rancor, hoje, enquanto o dia se permite um fim, é razão. A razão de pertencer a um mundo que nos é belo e violento, de um tempo que nos é veloz e lento. Somos todos e ninguém ao mesmo tempo, somos o desafio, somos a paixão, somos o companheirismo, somos a solidão.
Precisamos, neste pequeno espaço que nos foi dado, exercitar a mente e o ócio reflexivo, precisamos do que é são e do que é nocivo, precisamos do que é doce e amargo. Precisamos da coragem e eis que vem o medo. Pensando no que passou, no que hoje é, no que irá ser, eu sei, que pertencemos a uma humanidade que pode ser fria, mas quer o calor, pode ser insuportavelmente vazia, mas preenche o vazio com amor. Pensando, eu até entendo, no entanto, entre tanta simplicidade, mais me confundo na perplexidade, quando penso na vida, no amor, no mundo.
com o coração
Com o coração
Para a Ni
Um dia a borboleta voou,
Neste dia o anjo chorou,
Mas não pela tristeza,
E sim pela beleza
De encontrar dentre tantas lágrimas,
Uma certeza, de que o belo,
Não está na perfeição do castelo,
Mas na simplicidade do elo
Que junta amor e compaixão.
Dor e coração ao mesmo ritmo.
Na paixão do próximo
Pelo próximo distante,
Pelo o ontem, o hoje e o que vier adiante.
meus limites
Às vezes, caminhando ao som do meu próprio coração, sinto a brisa acariciar-me o rosto e vejo ao redor uma vida de gozos e desgostos, vejo o sorriso, mas também vejo a lágrima. Vejo o perdão, mas também vejo ilusão. Às vezes, caminhando, observando os vivos, sinto saudade dos mortos, e realidade se estende à dor, a verdade parece não ter sabor de emoção e as ondas do som que escuto no caminho se perdem na imensidão do ninho.
O carinho que demonstro, o carinho que espalho, é orvalho e evanesce com a luz do sol. Sol que vem para aquecer e queimar, queimar uma pele tão fina e sem proteção. Às vezes ao sorrir penso no que vou transmitir. Amor, carinho, consideração, empatia, compaixão, harmonia. Tudo isso é vida, mas por algum motivo, caminho em busca morte.
Vejo o amor invadir a alma do poeta, porém a dor, inquieta, está sempre um passo a frente, sempre presente, sempre aqui e depois distante. E não se faz desaparecer. Essa dor que pede compreensão, não é a dor da saudade, não é dor de enlouquecer, não é a dor do medo, não é a dor da realidade, mas é sim, a dor da liberdade. Essa mesma liberdade que aprisiona na imaginação os vários dias de rotina, que parecem não pertencer a mim.
Se a liberdade fosse realmente livre não ficaria apenas na mente, seria a semente de novas paixões. Novas ilusões que me fizeram chegar até aqui acompanhada sempre do medo, da angústia, da vergonha, da fúria. E cheguei. Chego ao meu limite, descobrindo que tenho novos limites a transpassar, uma nova vida a frente para caminhar.
E às vezes, caminhando ao som do meu próprio coração, eu vejo o tempo passar com as nuvens no céu, vejo o véu da loucura ultrapassar a luz, vejo meu nome entre muitos nomes reais. A consciência segue cega e o amor quanto mais longe for me alcança, como o vento, ele sempre chega, chega e me abraça. Esse abraço é quente, mas não queima, é apertado, mas não sufoca e assim eu continuo caminhando, sempre presente, sempre distante.
9 de out. de 2011
para Josi
Há momentos em que somos responsáveis por aqueles que cativamos. Como já dizia o pequeno príncipe. Há momentos em que tudo parece evanescer ao poucos, como a neblina que se dissipa com o sol. Com a chegada de novos desafios, precisamos mais do que nunca dos amigos, velhos, novos, constantes, esporádicos. Somos feitos para isso,para amar, para estarmos juntos.
Estamos sempre em direção a algum objetivo, algum sonho que nos escapa e que agora queremos retomar. Há chances, há vida, há oportunidades. Estamos sempre carregando a cruz de outro, mas isso é porque sentimos dentro de nós uma força maior. Uma força que nos faz confiantes o suficiente para recomeçar, viver, amar, driblar as armações do destino, como se não houvesse de fato, um destino. Estamos juntos no amor, era essa a frase preferida da tia Beth, uma pessoa que deixou marca nas pessoas com quem conviveu, pois amou muito mais do que dela se exigia.
E você, minha cara amiga de sextas, também pode ser e estar junta no amor, esse amor que lhe deu vidas para guiar, e amigos em quem confiar. Sou jovem eu sei, sobrevivi a suicídios, mortes, assédios, vícios e isso me transformou em algo, o que ou quem é isso em que me transformei, eu não sei, sei menos que muitos, e mais que poucos sobre a essência do ser. Mas sei, onde eu estiver, meus amados amigos, meus inimagináveis companheiros de estrada, estarão comigo. Juntos para chorar, juntos para rir, juntos para brincar, juntos para aprender, juntos para harmonizar, juntos para quebrar tabus, juntos para espalhar um amor que se fez distante em alguns momentos, mas que se faz próximo mesmo quando a vida diz; " é hora de partir".
Então partiremos, mas caminhando no mesmo passo, para o amanhã, no hoje, do passado que ficou distante, caminhando para cima, as vezes olhando para baixo, para ver o que ficou, o que restou de quem um dia foi, mas que agora se ergue e segue para um futuro incerto, mas com muitas surpresas. Um futuro de muita alegria e beleza, um futuro de paz, sorrisos, harmonia e amor e por que não a dor, pois que quem nunca sentiu a dor, não pode dizer que viveu, que cresceu.
8 de out. de 2011
preconceito
Quando se destrói um velho preconceito, sente-se a necessidade duma nova virtude. Estou sempre mudando. Fui negra, fui mulata, gorda, fui magra, fui gay, fui heterossexual , fui animal, fui homem. Fui destruição, fui coragem, fui medo, fui verdade, fui ontem e sou hoje.
Contra tudo e contra todos, contra a maldade dos preconceitos inventados pela sociedade, contra indivíduos presos numa espiral de contrariedades, contra a violência, contra a impaciência, contra a intolerância que me traz à consciência do hoje que me torno mais; vigilância. Contra os poucos, contra muitos, contra os fracos, contra os mudos.
Neste mundo é necessário ter voz, fazer-se ouvir, e não calar e deixar rolar a roda a imperfeição dentro de mim, que sou perfeita dentro das virtudes e das falhas que me fazem ser eu , este eu que é meu, só meu, mas que quero e vou, dividir com outros. Não posso cegar-me diante da escuridão, não ser surda ao ponto de não ouvir os gritos da multidão. Multidão que me segue, me puxa, machuca e ama, e também quer ser amada, essa multidão dos excluídos, que querem inclusão.
Vou correndo, vou caminhando, vou voando, para onde não sei, só sei que vou, vou contra os pensamentos de jovens filhos da ignorância, vou contra velhos pais do preconceito, vou caminhando lutando, numa disputa interna entre o eu que quer aceitar o eu que quer ignorar, o eu que quer lutar e eu que quer vacilar. Mas continuo veloz, dentro da minha própria voz, gritando, berrando, esperneando. Estou viva, e vou dizendo para todos, para amigos, para inimigos, para afins, para o sim e para o não.
Nunca é tarde para abrirmos mão de nossos preconceitos. Pois que somos filhos da luz, somos netos, bisnetos, tataranetos da diversidade. Somos diferentes, sem deixar para trás a igualdade, somos imperfeitos, mas temos virtudes, somos multicoloridos, mas somos a humanidade. Então sem perder-me em antíteses, somos a nacionalidade quando escolhemos abrir os olhos, gritar e ouvir, estamos perto de nunca mais sentir o peso do insulto. Nós somos o Mundo.
27 de set. de 2011
no meio do nada
Vivo na fronteira, no meio do nada, no inverno, meu inferno, na fria morada dos etéreos, no vácuo. Vou cantando sem saber a quem, vou dividindo sem saber o que, vou pedindo sem ter razão, vou flertando a escuridão. Vou sem pressa, mas impaciente. Vou na certaza de estar incosciente. Vou pela estrada dos doentes, parasitas, visitas mórbidas de outras vias, outras vidas.
Vivo a esconder meu ser, escondendo meu eu real, este eu que ainda não descobri para que serve. De onde vem, ou para aonde vai com tanta incerteza e dentro da mais pura loucura, entre espinhos e carinhos, vou deixando a brandura do enlouquecer. Insano poder este de tocar palavras, vejo o fio que junta cada sílaba, cada frase, cada um no seu ser, de ser de ninguém. Vou preparando a terra para germinar, o que quero fazer brotar eu não sei, simplesmente sinto, sinto crescer no coração uma vida que morre, uma vida que corre, para aonde eu deixei me perder.
Vou procurando a espada, para matar meus erros. Encaro-me no espelho e vejo desforme figura, escolhendo o foco de tanta loucura. Estou no meio do nada, mas este nada é somente meu, de mim para mim, para o meu eu.
7 de ago. de 2011
um coração
Um coração
“Minha inteligência tornou-se um coração cheio de pavor, é com minhas ideias que tremo, com minha consciência de mim”. Álvaro de Campos.
Palavras são eternas, elas duram várias vidas, elas suportam dores, amores, angústias, felicidade e tristeza. As palavras descrevem a alma de quem consegue, em palavras, juntar o feio e o belo e transformar beleza em meros versos, versos que doam, e doem versos que choram e que sorriem. São as palavras minhas melhores amigas, estou sempre em busca de novos textos, novos trechos de mim mesma e, nas palavras, procuro encontrar alívio que no sangue seria efêmero.
Busco uma consciência de mim, de quem deveria ser, de quem deveria pensar. Se sou eu que penso, agora escrevendo estas palavras, eu não sei. Só sei que me permito desandar e desvairar em palavras jogadas neste papel para permitir minha loucura de expressar sua existência. Palavras são fortes, nunca enfraquecem na dor de não ser, pois eis que são. Elas estão no pensamento do poeta, estão nas cores do céu, estão no brilho das estrelas, estão no afago da mãe, no carinho do amigo, na preocupação do irmão. Elas simplesmente são e estão em todos os lugares. Palavras existem para serem usadas, faladas, escritas, recitadas, cantadas, ensaiadas, repetidas, declamadas em fogo de uma paixão que não existiria sem as verdades e mentiras contidas num poema, num texto, numa canção, numa emoção.
Perco-me diante das inúmeras combinações que poderia trazer-me novamente a fé que se desmanchou. Diante da morte, escrevo para enfraquecer demônios, diante da vida, escrevo para fortalecer alegrias; diante da tristeza, escrevo para enfeitar o dia; diante da alegria, escrevo para exaltar a poesia. Estou perturbada, fraca, egoísta, carente, dependente, quebrada, mas eis que chegam palavras e transformam todas as angústias em uma só emoção. Há muitos espaços no meu coração e como um quebra-cabeça vão se juntado, colando, encaixando todos os amores de uma vida dentro deste músculo imperturbável. Vou deixando crianças brincarem de montar, desenhar e combinar várias formas para um coração indefinido, partido, com mil peças a divertirem-se no espaço que lhes pertencem, nas pessoas que a quem lhes pertence. Nos amores que quero dividir, no meu, no seu, no nosso coração, milagres são feitos a todo instante. Perante o mundo cada pedaço é insubstituível, cada palavra um nome e cada nome um ser amado, contido, guardado, protegido do furacão de sentimentos, presos num só coração.
22 de jul. de 2011
eu
sinto estar só, perdida nos meândros de uma mente doente, inconsequente, vilã das noite em que me pego sofrendo sem amor, mas com carinho de quem um dia se aventurou em me amar. SInto estar carente, vigilante dos sonhos que pretendo conquistar...estou com pressa, pressa de chegar, de lutar, de encarar, encantar o mundo numa só voz, num só verso que ressoa entre os universos de mim mesma... estou me procurando me compartilhando, vivendo, mas em busca de uma morte para recomeçar...estou procurando, mas ainda não encontrei. Estou em busca do que eu não sei.
LEX
nossa banda está voltando, a antiga lexterminatus é agora somente LEX...
os integrantes são apenas três confirmados, mas já temos música nova
Karen´s song... além de NOT alone...que estão disponíveis no site bandas de garagem para serem escutadas até o fim e classificadas para serem as melhores do site além de quem gostar poder fazer parte do fanclube... espero que vcs apareçam por lá...
http://bandasdegaragem.uol.com.br/banda/bandalex/musicas
os integrantes são apenas três confirmados, mas já temos música nova
Karen´s song... além de NOT alone...que estão disponíveis no site bandas de garagem para serem escutadas até o fim e classificadas para serem as melhores do site além de quem gostar poder fazer parte do fanclube... espero que vcs apareçam por lá...
http://bandasdegaragem.uol.com.br/banda/bandalex/musicas
9 de jun. de 2011
Difícil, é palavra que encontro quando tenho a obrigação de enfrentar ou mesmo compreender meus sentimentos. Raiva as vezes é mais gentil do que ódio, mas ódio é mais poderoso e temerário. Às vezes viajo para outros planetas, outros mundos apenas para não sentir, não correr o risco de me perder em sentimentos de vazio completo e doloroso.
Apenas, é a a palavra certa, para convencer o mundo de que estou apenas passando por uma fase difícil, mas o pequeno fica grande ante as proproções do apenas aqui. SInto estar me transformando na pior versão de mim mesma, nas estrelas esperando um novo horizonte, uma nova fonte de manifestação do coração, apenas para lembrar de que posso sentir e temer ao mesmo tempo. Sentir e transformar, amar, compreender, ser.
Apenas, é a a palavra certa, para convencer o mundo de que estou apenas passando por uma fase difícil, mas o pequeno fica grande ante as proproções do apenas aqui. SInto estar me transformando na pior versão de mim mesma, nas estrelas esperando um novo horizonte, uma nova fonte de manifestação do coração, apenas para lembrar de que posso sentir e temer ao mesmo tempo. Sentir e transformar, amar, compreender, ser.
30 de abr. de 2011
Todos os dias eu acordo, e penso no final feliz. Todas as noites quando durmo, penso em como estou em busca da matriz de meus sentimentos mais puros. Todos os dias quando cai o dia estou em harmonia com meus pensamentos, embora nem sempre os compreenda. Todas as noites quando o dia está nascendo eu me perco um pouco de mim. Estou sempre correndo pro mar, buscando a cosntância no inconstante, indo de encontro à maré. E acordo pensando, onde ficou a fé? Estou sempre procurando o pensamento que me trará de volta a vida que esqueci.
Todos os dias quando acordo, eu penso, e agora meu Deus, o que farei deste dia para honrar o prazer da vida que me deste? Mas respostas não encontro nenhuma. Todas as noites quando durmo, agradeço por ter sobrevivido; mas imploro pra que chegue ao fim, em mim há apenas um grande meio sem começo tampouco um ponto final, na real, estou me esquivando dos morcegos da noite de pesadelos grotescos que me gelam ao âmago. Todos os dias quando a noite cai, penso logo que meu dia mal começou, ainda há muito para fazer e uma grande e inexorável noite pela frente, e na mente fica apenas o imaginário, estou esquecendo que chegar em casa não é sinônimo de paz, mas a sequência da repugnância do eu em mim, sem fim, sem começo, sem meio, sem mim.
Todos os dias quando acordo, eu penso, e agora meu Deus, o que farei deste dia para honrar o prazer da vida que me deste? Mas respostas não encontro nenhuma. Todas as noites quando durmo, agradeço por ter sobrevivido; mas imploro pra que chegue ao fim, em mim há apenas um grande meio sem começo tampouco um ponto final, na real, estou me esquivando dos morcegos da noite de pesadelos grotescos que me gelam ao âmago. Todos os dias quando a noite cai, penso logo que meu dia mal começou, ainda há muito para fazer e uma grande e inexorável noite pela frente, e na mente fica apenas o imaginário, estou esquecendo que chegar em casa não é sinônimo de paz, mas a sequência da repugnância do eu em mim, sem fim, sem começo, sem meio, sem mim.
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