22 de abr. de 2010

angústia do adeus



É hora de dizer adeus. Adeus às reuniões semanais,adeus aos sorrisos, adeus às piadas, adeus ao melhor momento sem que soubessemos que este dia enfim, chegaria.
É hora de dizer adeus, simplesmente assim, adeus, adeus amiga, adeus companheira de todas as horas, adeus aos fins de semana juntas, adeus às ligações no meio da noite pedindo um ombro para chorar, adeus.
Mas não será para sempre, eu prometo, se você não me esquecer, eu nunca a esquecerei e prometo, nunca usar a palavra "perder" neste breve , mas sofrido, ADEUS.

26 de out. de 2009

Hoje, estava com muita vontade de chorar, chorar por saudade, chorar por amor, chorar pelo que passou e chorar pelo o que pode vir...penso no fim e no começo, o dia mal começou e eu quero ver seu fim.
Choveu e o céu chorou por mim. Sinto um sufocamento dentro de mim que começa no estômago e vai para o peito pedindo para ser libertado, mas não consigo, estou perdendo -me de mim... estou no meio do caminho e talvez devesse voltar ao invés de seguir a diante... estou com medo, medo de mim, medo de recomeçar os sonhos, e erros do passado, chorar, como quem acaba de chegar ao desconhecido sozinha... simplesmente chorar.

18 de jun. de 2009

Minha natureza egoísta ainda há de deixar-me só no mundo. O que faz com que me transforme nesta figura tão tímida na vida? Estou sempre há segundo do presente, separo-me desta melancolia nas viagens pueris em um mundo criado para aliviar o peso da realidade, e me perco nessas fantasias. Pergunto; Estou perdendo a razão?
Há um passo da magistral vitória da morte em canções ludibriada e desejada, sem apologias, penso demais e não o suficiente. Tudo o que quero ser se perde quando divago em memórias de rostos desconhecidos, esquecidos nos mundos imaginários. Sou apenas um esboço da sanidade, mas uma obra prima da loucura... sou o paradigma por qual muitos querem viver sem saber que esta vida é pura oscilação de humor e um grande paradoxo do tempo... que tempo perdido...

13 de abr. de 2009

Sou um mero e mesquinho ser da verdade pura, da mentira sincera, portador das horas vagas de pensamentos despersos que divagam em meandros internos, conflitos externos de chagas mortais... pensei nesta frase e parecia me completar, procuro minha beleza em auroras boreais no frio dos recantos mais sombrios do coração. Sem lágrimas, mas cheia de idéias de sentimentos confusos e por vezes impuros, como maculada foi a inocência minha de ter sido tocada ainda jovem por espíritos traiçoeiros que me fizeram buscar na morte a integridade que não sentia em vida... ainda na infância perdi o tempo, perdi a coragem, perdi-me em medos, esqueci da beleza da vida, esqueci da criança crescida ainda em pedaços... vou procurando fragmentos afiados que me cortam quando os toco, de corte em corte, de sangue em sangue vou procurando meu caminho ainda não percorrido... senti desejo de ser eu, mas sem saber ainda quem ser, este ser , esta criatura na vida encurralada pela loucura de estar sempre sentindo e acumulando emoções em um emaranhado de dores sem saber até quando aguentar tampouco onde chegar.

31 de mar. de 2009

O que te fez sentir?
A brisa do entardecer num começo de noite fria com todo o encanto das estrelas.
O pôr do SOl que enfeita o céu no final de um dia de chuva?
As cores que enriquecem as formas das nuvens espalhadas por aí.
O amanhecer de um novo dia, cheio de expectativas e oportunidades com as quais vc nunca sonhou.
Os sonhos que alimentam o inconsciente de fantasia e loucura, toda a loucura que você precisa sentir antes de dizer que está são...
Aquela pontinha de insanidade perdida entre pensamentos de emoções fortes tão fortes que tiram seu fôlego e te faz transpirar de ansiedade, tensão...
Aquele resquício da infância que você trouxe para a vida adulta, mas que ainda está latente, constantemente presente, a criança que sempre brincou de viver e viveu para brincar...
O que te faz sentir?
O sorriso empático de um amigo há muito distante e que voltou para alegrar um dia que seria normal...
As lágrimas daquela pessoa especial que passa por momentos difíceis e você sabe que ela vai superar, mas precisa de você para guia-la, voltar a brilhar...
A lua em seu esplendor altiva no céu escuro e a vontade de dizer que é livre para toca-la...
Enfim, o que te faz sentir? Eu, sinto tudo, e ao mesmo tempo penso não sentir nada, mas o mundo gira e continua minha vida, sentindo , amando, pensando, brincando de continuar vivendo.

19 de mar. de 2009

Está anoitecendo e o dia se arrastou, cada canção que ouvi parecia não ter fim, como as notas cantadas em semi-breves... vieajei para minhas fantasias sozinha, quis passar um tempo sonhando, procurando inspiração. Parece que a química do meu cérebro durante as sinapses se desequilibram e me mandam para outros mundos, cada segundo conta, cada batida do ponteiro do relógio é uma explosão de sentimentos que desconheço a origem... como se cada sílaba das composições feitas por mim ganhassem uma vida além da minha. E minha coragem de enfrentar a realidade e pertencer mais e mais ao mundo dos concretos, reais, se perde entre um neurônio e outro, até fumar o cigarro parece abstrato, parece mecânico, eu acendo o cigarro, dou algumas tragadas em intervalos musicais, e obeservo o nada na fumaça que se confunde com o ar. Parece não fazer muito sentido agora viajar para mundos distantes sem sair do lugar, no entanto, minha arte depende um pouco do contato com a loucura e se me curarem o que resta?

17 de mar. de 2009

É engraçado como o tempo não pára, mas se arrasta no dia como um enfermo agonizando a cada minuto. Cada intervalo numa canção corresponde a um tempo que deixou de ser,e cada nota um segundo correndo para o próximo verso.
Somos escravos do relógio, dos astros que se posicionam em espaços no tempo, fazendo passarem-se os dias a invocar novos dias,e novas noites.
Eu me perco em pensamentos desconexos que influem em meu equilíbrio mental e emocional, sinto muito e ao mesmo tempo um Nada ácido corroendo a vida de dentro para fora. Sinto angústia e alegria, sinto o amor na fantasia de ser diferente e ao mesmo tempo ser igual, humana. Talvez seja isso, igualdade na espécie e distante no ser, aberração, ficção, ultrajante anomalia espiritual que deu lugar a essa figura, uns dias na loucura, outros na decepção de uma sanidade impura.

4 de mar. de 2009

Hoje, sinto como se a escuridão me convidasse para dançar no meio da tempestade. Como se a vida fosse apenas os trinta minutos de terapia, ou as duas horas de aula por dia. SInto que vou deixando de existir a cada momento no silêncio, distante do mundo...sinto a vida se abrir e me convidar para entrar, mas algo me impede, esse vazio que invade meu organismo e sangra. Estou só. Disseram-me que sou uma alma sensível, sempre amaldiçoei essa sensibilidade, pois o sofrimento sempre foi menos suportável, no entanto, hoje agradeço a Deus por ser quem sou, apesar da dor, não trocaria meus sentimentos por nada no mundo. São meus, mesmo os mais sombrios que brotam das umbríferas esferas de traumas infantis. Serei sempre grata aos que me ajudam até hoje e ainda não desistiram...ainda não encontrei a sanidade em mim, mas também não faço parte dos completamente insanos gritando por aí.

5 de fev. de 2009

A distorção da realidade torna tudo menos possível de alcançar, todos distorcemos a realidade quando não encontramos nela a face verdadeira que queríamos que fosse verdade. Mas ao fazermos isso esquecemos de voltar para essa verdade chata da realidade e vivemos presos em sonhos pueris.
Como na infância um dia eramos mais felizes esse dia poderia então não ter um fim, a velha eterna infância que nunca chega ao fim nem nos prende à realidade.
Sinto vontade de ser quem eu não deveria ser, uma louca independente, num desvairamento da mente, de sonhos e fantasias de realidades distorcidas. Sentir meu ego aumentar ao receber um elogio ao invés de sentir vergonha das boas coisas em mim, prefiro a má Mariana, aquela que sempre erra, mas está sempre tentando acertar, aquela que sempre sonha sem despertar. Arrependo-me todos os dias de acordar, gostaria de induzir um coma profundo em que eu pudesse descansar a mente e não apenas o corpo que sempre descansa na cama o dia todo preparando histórias que poucos lerão. Sinto falta da assassina de personagens misteriosos sem nome, dar um nome torna tudo mais real e a realidade é o que tenho tentado evitar.

27 de dez. de 2008

  Faz tempo que ando sem poesia
  Faz tempo que ando sem harmonia
  Faz tempo que canto a mesma melodia
  Nada enfim, faz muito sentido,
  Nada além do abandono fica retido.
  Faz tempo que Nada faço por amor,
  Faz tempo que nada faço por prazer,
  Faz tempo que sinto apenas o algor
  De passar tanto tempo sem pensar.
   Tanto tempo sem sonhar,
   Tanto tempo sem ser, esquecer e fazer
   Do mundo um eterno entardecer.

5 de dez. de 2008

Como vermes a fazerem festas em minhas entranhas comendo a putrefação em mim, os restos impuros da nojenta interpérie que começa com o simples ato de mastigar. Termina na sensação de insatisfação de estar sempre cheia de coisas feias em mim. Vou pedindo cada vez menos, menos tempo, menos vida, mas há sempre mais. Vou lembrando de poemas, psicódelicos em diversão no meu mundo onírico, nas umbríferas vozes, de onde são?
É como perder a morte na vida, ser mais que não ser, fazer sempre menos para poder fazer sempre mais, ter vontade de não ter vontade, sentir prazer em não sentir mais nada, invejar os espíritos mais calmos que vivem essa vida com harmonia enquanto eu procuro equilíbrio em calmantes impacientemente, perdendo dinheiro, perdendo tempo, dormindo durante o dia, escondendo lágrimas a noite. Ver na escuridão do quarto em silêncio, temendo os misteriosos barulhos do quarto inabitado, inabitável. Escuro, nada, somente, tudo, ver, ouvir, sentir, ser, esconder, não chorar e querer chorar, implorar para que role uma lágrima de alívio enquanto eu caio, despenco livremente, a única hora em que meu espírito é livre, na queda sem fim, sem começo, acordo e estou caindo, durmo e estou caindo.

18 de nov. de 2008

 Às vezes é preciso dar um tempo, esquecer da  morte e repensar a vida. Eu não sei o que acontece comigo, mas tenho tido muito tempo e pouca disposição para fazer o que preciso e o que quero, há tempos venho sentindo esse vazio tomar conta e esqueço que vivo, vou tomando os braços de Morfeu e caindo no sono profundo de uma vida em devaneios. Estou perdendo tempo, perdendo vida. 
  Eu sou alguma coisa não alguém, sinto que vou fazendo essa coisa crescer e dispersar, sou essa coisa que vai e fica no mesmo lugar. Hoje perdi muito tempo e contei meias verdades, a coisa dentro de mim está crescendo e a alma vai evanescendo, não quero ser mais isso. Estou perdida, achem-me por favor!!!
 

10 de nov. de 2008



Tudo era magistral, as ondas do mar quebrando nas rochas, o vento gélido do inverno litoral a acariciar o rosto, como lembranças da infância que voltam para dizer que há vida, mesmo quando o vazio soberano impera nas almas dóceis de meros vagabundos do mundo, vagabundos dos sonhos.
Nada era irremediável, tudo se consertava aos poucos, aos sons da guitarra melancólica a tocar um canção de reminiscências. Passado, tudo está no passado, sistematicamente sórdido e inexorável, o inexpugnável passado, de tudo o que resta, são apenas memórias de crianças tolas que esquecem da vida, vivendo o presente e fantasiando o futuro, adolescentes insolentes a atravessar a ponte para a realidade, sonhando tudo e não racionalizando Nada. Esse Nada que chega e invade os mesmos sonhos que esses jovens esqueceram de sonhar. Somos essa negatividade das ancestrais viagens ao lado de profetas noctívagos que embelezavam a morte de quem um dia pensou poder morrer e entender que no fim não há um ponto final, mas uma vírgula entre antíteses e paradoxos imaginários. Novas palavras para mentes obtusas do infausto passado e incontáveis futuros.

3 de out. de 2008

   Sempre estamos procurando a felicidade, momentos curtos que desafiam o tédio, vencem o invisível Nada que nos atormenta. Mas hoje minha única válvula de escape deste tédio, deste Nada é a terapia. Adoro meu trabalho, o difícil é  juntar forças para acordar, sair da cama e passar o pouco conhecimento que tenho para mentes mais jovens.
  Está difícil respirar, fico brigando comigo em pensamento, não encontro minha sintonia da harmonia e fico nesta briga comigo mesma, acho que não sou eu quem está brigando é uma outra personalidade que quer viver em mim. Não sei, tem sido difícil, mas hoje serei criança por algumas horas e pensar somente no doce e nas brincadeiras.

26 de ago. de 2008

No silêncio

Foi no silêncio que tudo começou, que as vozes da minha mente tomaram conta de meu ser doente, e transformaram os sonhos em pesadelos. Foi no silêncio que minha mente foi ficando cada vez mais tomada pela insensatez, a evanescente nuvem do suicídio foi se mostrando mais nítida e forte diante de mim. Foi no silêncio que conheci o sangue que alivia e deixa marcas para eu não esquecer que um dia fui infeliz e dominada pelo medo e pelo desespero. Foi no silêncio que prometi dizer adeus, enfim, o fim, enfim o começo de algo novo, a morte. Foi no silêncio que traduzi canções em minha cabeça de pessoas mortas e me vi em fotos póstumas, de alguém que um dia foi, mas não mais será. Foi no silêncio que aprendi a ser frágil, sensível, e errada, fui errando no silêncio. Foi no silêncio que ouvi a morte chamar meu nome, e ainda escuto quando estou no silêncio e temo meu próprio ser, temo minha mente, quando estou no silêncio, apenas no silêncio. No silêncio eu não sou mais eu, sou apenas a criatura.

19 de ago. de 2008

Lexterminatus

Têm sido dias incrivelmente disconexos com minha realidade. Não tenho certeza se isso pode ser real, não tenho muito o que dizer, estou perdendo a sanidade, o pouco que resta, o pouco que restou da minha adolescência. Dias de intensa angústia que me corrói, e pouco tempo para pensar e mesmo assim tenho pensado demais, a vida toma direções inesperadas que me fazem repensar meus conceitos de realidade e sonho. A lexterminatus está devolta e sei bem o que é sonhar com futuro musical, mas sei pouco sobre sucesso, gostaria de poder conhecer meus heróis e pergunta a eles como chegar tão longe, e sei que muitos diriam " com o coração", mas coração é o que mais há em minha música, sou assim, meio deslocada do mundo, do tempo, mas sei colocar meu coração no lugar certo...temo que será um sonho para outra vida, mas enquanto houver vida viverei. Na música sou simplesmente Mika, sem sobrenome, sem títulos, sem passado, apenas o futuro...e tenho medo.

16 de ago. de 2008

Já senti isso antes, é como uma mil facas penetrando meu coração, não sei o porquê, nem de onde isso vem, mas está aqui, agora, hoje, nesse instante, tudo que eu quero é ver a luz, mas a escuridão me rodeia. Sinto-me só, tenho sonhos em que não compreendo o eu. Esse eu que quero encontrar em palavras, versos, refrões. Não chore por mim, eu não ouviria nada... que nada é esse que eu não quero ouvir?
Mil lágrimas por minha dor... eu troco, eu vendo, eu dou, doar minha dor para quem pensa que a dor é apenas um amor que acabou. Mas eu continuo amando, amo meus amigos, minha família...amo a todos que oferecem sorrisos ao invés de lágrimas, ou lágrimas de alegria, e quando não estão bem, podem chorar em minha presença e eu ofereço um ombro, um abraço, um sorriso meio quebrado... sou assim... mas ainda não sei quem sou. Estou me perdendo dentro do eu que vou descobrindo. Estou sempre pensando, penso demais, e não penso o suficiente. Se não faz sentindo para você, faz muito menos para mim.

12 de ago. de 2008

Mais um dia

O dia vem e é apenas mais um dia. Nada muda, continuo viva na mesma vida da qual tentei escapar, da qual quis esquecer e me libertar. O dia vem e é apenas mais um dia. O mesmo que começou enquanto eu dormia e irá terminar quando eu estiver dormindo, vai passar enquanto eu continuo sonhando abrindo portas para o inesquecível, para o inefável, para o outro inexorável Nada, o Tudo em minha vida... fui eu. Eu matei a criança em mim, esqueço que ela um dia existiu na libertinagem da pré-adolescência. Mentiras inocentes, hoje são mentiras sinceras, sinceramente criadas para criar uma outra imagem que aos poucos se quebra... O dia vem e é apenas mais um dia. O dia em que esquecerei de tudo o que é passado e pensarei no futuro, mais uma mentira que se revela em meu presente... Imagens...Mais um dia...Mais uma noite...Mais uma hora...Mais um dia que chega e se vai e eu continuo dormindo. Isso não faz sentido. Quem disse que era para fazer algum sentido?

BORDERLINE

Hoje acordei mais uma vez na doce madrugada, assustada por sonhos torturantes, hoje eu vi quem deveria ser e quem eu gostaria de ser, o que sou e o que não sei ainda dizer se cheguei a ser. Espero a noite me engolir em sua melancolia. Hoje o dia amanheceu doente, meus heróis estão aos poucos se perdendo. Alguns morrem, outros se esquecem de quem são, como eu vou me esquecendo assim...
Assim...vou me perdendo em lugares na minha mente, mundos inexplorados, a fronteira, o limite, "the borderline". Vou temendo ficar sozinha e me isolando, vou tentando, assim, esquecer a vida que vivi até aqui, a vida que morri até aqui, assim...vou perdendo o tempo, vou explorando a introspecção, essa hiperatividade inoperante, não consigo ficar comigo por muito mais tempo. Vou, assim...me apagando para apagar a dor, vou refletindo o incerto, essa incerteza do que certamente virá. O retorno. Assim...preparando armadilhas para meu próprio espírito... quero sair daqui. Estou vendo, assim serei, por muito tempo, assim estarei por mais algumas vidas, por outras mortes. Assim, "in the borderline" na fronteira entre a sanidade e a loucura. Que loucura é essa que se esquece de fantasiar o belo e interfere na minha estória, na minha história... assim, que loucura é essa?

Em uma noite

Em uma noite estarei viajando dentro de mim, serei eu quem conectará as estrelas até formarem desenhos no céu. Em uma noite, encontrarei o sentido das palavras caridade e amor nos outros, fora de mim. Em uma noite, contarei estórias para criancinhas invisíveis no meu quarto, enquanto o tempo vai passando e o dia raiando. Em uma noite, não estarei mais aqui, onde estou, nesse mesmo lugar, nesse mundo, nessa mesma intensidade, nesta frequência, nesta imensidão de solidão. Em uma noite não serei mais eu quem decidirá se choro ou não; chorarei quando o mundo deixar, quando as lágrimas sentirem que podem expor-me ao mundo em que me afundei, em que vou afundando... Em uma noite ainda penso que serei feliz ao lado das pessoas que mais amo no mundo, ao lado dos espíritos de luz que vêm me guiando para o lado menos sombrio, pelo caminho tortuoso e cheio de ilusões que fazem na verdade, parte da realidade. Em uma noite eu não esquecerei você, não mais, nunca mais, estarei por perto para dizer que te amo,e ouvir você dizer que me ama também, palavras trocadas, carinhos dados, mundo quebrado, espelho quebrado e imagens jogadas ao universo. Em uma noite, tudo terá fim,mas não o fim, um novo começo, e anseio por essa noite.