Todos os dias quando acordo, eu penso, e agora meu Deus, o que farei deste dia para honrar o prazer da vida que me deste? Mas respostas não encontro nenhuma. Todas as noites quando durmo, agradeço por ter sobrevivido; mas imploro pra que chegue ao fim, em mim há apenas um grande meio sem começo tampouco um ponto final, na real, estou me esquivando dos morcegos da noite de pesadelos grotescos que me gelam ao âmago. Todos os dias quando a noite cai, penso logo que meu dia mal começou, ainda há muito para fazer e uma grande e inexorável noite pela frente, e na mente fica apenas o imaginário, estou esquecendo que chegar em casa não é sinônimo de paz, mas a sequência da repugnância do eu em mim, sem fim, sem começo, sem meio, sem mim.
30 de abr. de 2011
Todos os dias quando acordo, eu penso, e agora meu Deus, o que farei deste dia para honrar o prazer da vida que me deste? Mas respostas não encontro nenhuma. Todas as noites quando durmo, agradeço por ter sobrevivido; mas imploro pra que chegue ao fim, em mim há apenas um grande meio sem começo tampouco um ponto final, na real, estou me esquivando dos morcegos da noite de pesadelos grotescos que me gelam ao âmago. Todos os dias quando a noite cai, penso logo que meu dia mal começou, ainda há muito para fazer e uma grande e inexorável noite pela frente, e na mente fica apenas o imaginário, estou esquecendo que chegar em casa não é sinônimo de paz, mas a sequência da repugnância do eu em mim, sem fim, sem começo, sem meio, sem mim.
23 de abr. de 2011
Viagem a Cruzeiro
3 de fev. de 2011
Loucura
1 de nov. de 2010
um só ser
É impossível ser humana e não enxergar a sabedoria infinita dentro deste ser tão desvalorizado e tão complexo que chega a ser simples um breve sorriso. Eu coleciono sorrisos,lágrimas, risadas, olhares, coleciono pois que são-me preciosos. São únicos. Às vezes me pego imaginando ser outro ser, ser um pássaro e gozar a liberdade, porém esqueço que a liberdade está dentro e não fora de cada ser humano, basta conquista-la.
Somos únicos, e somos amor e ódio pois que um não pode existir sem o outro, assim como a luz não pode existir sem a sombra. A sombra em mim está acentuada, quer mais da minha morte e pouco da minha vida. Sinto que estou mais na platéia do que no palco da minha vida, quando deveria ser ao contrário. Devo tomar o enredo desta peça , e fazer de mim a personagem principal. Como você o é na sua peça, e na minha peça não há coadjuvantes, não há figurantes, apenas o elenco principal,pois que todos têm seu fascínio sobre mim. Vejo, escuto, enxergo e sinto tudo, no entanto parece que é demais para para um só ser. Uma só criatura.
18 de out. de 2010
lembre-se
Lembre-se sempre daquele olhar de " venha aqui, preciso conversar" , é um olhar que não deixou você para trás, mas quis você mais perto, como hoje que quero ver-lhe sorrir, e chorar, e cantar e olhar, para lembrar da canção que deixou no mundo a marca da oração. Disse um dia que não voltaria mais, mas cá estou entre prantos, trancos e barrancos, para depor contra todos que dizem que em você não há alegria, que somente a tristeza faz a melodia,que não há segundos de paz nessa terra esquecida, que não existem melhores amigos altruístas. Há sim tudo isso e muito mais, há verdade nos olhares, nas lágrimas e nos sorrisos, há amor, há mensagem, uma mensagem que jamais deixaria de existir não fosse o medo, a mensagem do "eu te amo" e estou aqui, para dizer que amo,amo sim e amo a todos que me amarem sem esperar recompensa. Sem pensar que nas minhas lágrimas, nos meus sorrisos e nos meus olhares não há amor, pois que a verdade é o contrário, há e já houve muito amor, eu só não sei como compartilha-lo. Não ainda, mas chego lá, e vou vivendo e com a vida aprendendo.
5 de out. de 2010
Meu amor de imensidão
Mas amo, e como amo, amo tanto que muitas vezes não sei onde eu começo e o outro termina, dói este amor do qual vos falo, é um amor de imensidão dentro do meu probre e reles ser, um amor que não quer apenas ficar,mas quer ser espalhado, dividido, compartilhado, gritado e chorado aos quatro ventos do mundo. E dói, dói muito não ter a verdade dentro de mim e a eloquência das palavras para compartilhar com o mundo gritar a plenos pulmões que estou amando minha vida, esta vida que me renegou tantas e tantas outras vezes mais. Esta vida cuja semente eu não quis plantar para negar que vivia, quando na verdade apenas respirava por instinto.
Como amo os meus amigos, amo meus companheiros de viagem nesta longa jornada chamada vida e cuja essência eu escondi de todos,para não ser apenas e viver mais além. Estou viva, e hoje venho depor a favor deste amor que me machuca de tão intensamente sentido e guardado, e em sua essência quer amar mais, quer ser mais, quer ir além do coração já não tão jovem assim que o acolhe, mas que nunca o repartiu...quero compartilhar meu amor, e viver em plenitude com minhas paixões... meus amores, que nunca morrerão.
4 de out. de 2010
sentir
SInto que estou me afastando, deixando para trás um passado de aventuras,para viver um presente de rotina, ir ao médico parece uma coisa mecânica, como comer, e antigamente acender um cigarro. Não fumo mais,o cigarro agora é passado, mas mesmo assim estou sempre sob o efeito de alguma droga. Não drogas reais, não mais me enveneno com tais opiáceos, mas as drogas mentais e emocionais que me vejo injetando em minhas veias, estou viajando, sempre saindo do mundo real para viver o imaginário, sinto que estou me cortando mesmo agora quando não me corto mais.Sinto que estou envelhecendo, deixando na juventude as esferas da boa vida de amigos e virtudes, mas vou para o nada que me persegue e assombra e no meio da multidão eu me escondo... e vou me perdendo,como quem se afoga no mar, no oceano e só vê oceano, eu só vejo gente, e muita gente existindo ao mesmo tempo.
25 de jul. de 2010
suicídio
Que lastimável fim, levou aquele que deu a fim à vida que enfim, valia muito mais que apenas os fracassos de um ser escarniado entre muitos invisível para o além da dor e do vazio. Não teve coragem de enfrentar seus demônios, e num gesto errôneo de paixão pelo fim esqueceu daqueles que lhe queriam bem.
Que inefável prazer podia ter sentido se a sua volta visse amigos e não companheiros de dor, sem o calor do abraço de quem querem e ajudam, nesta vida, há sim quem não está perdido e busca mostrar a este ser que é querido entre tantos outros amigos cujo abrigo melhor havia de lhe acolher. Mas não, o suicídio falou mais alto no ouvido farto de palavras duras, cheias de amarguras de outras criaturas que não o queriam ali.
Que lamentável morte diz a sorte de outros nos quais no vazio se faz preencher de amor de carinho dos poucos no caminho que lhes enxergaram o olhar quebrado, mas souberam receber com braços largos de tanto amar o que o ser não soube enxergar. Cativar nas risadas as poucas palavras que o ser deixou de cantar, abraçar entre lágrimas a despedida desse adeus breve e ininteligível que o ser esqueceu de deixar. Mas há quem lembre do ser onipresente entre tantos que deixou de tocar com seu sorriso brando e no seu carisma o encanto de quem ainda quis tentar.
Que inesperável lembrança alguns hão de carregar na memória até um dia não mais nascer o sol,para tantos cujos prantos não traz de volta o ser suicida que desistiu da vida, para simplesmente viver em outra vida a dor da qual quis fugir, ah, mas o amor há de surgir até para ele que canta solitário entre vários outros sofredores de onde este mesmo amor esqueceu de emergir. Enquanto houver abraços haverá vida e nada há de apagar o carinho com que o ser foi recebido ao finalmente chegar no que será seu novo lar.
ser eu ou não ser, não hoje
Há momentos em que eu quero estar mais em mim, mas sempre estou fora, pensando onde poderia estar, falar,cantar, sorrir, brincar, simplesmente ser o eu que aqui dentro fica preso no emaranhado de coisas frias e tristes. Há momentos em que percebo o erro de ser pensamento e não criatura. Se ao menos pudesse estudar esses momentos eu pensaria menos e seria mais eu.
Há estórias que merecem enredos para serem contadas, palavras, canções, esbarro em emoções sem nada temer a não ser eu. Há contos que me levam, e personagens que deleto para não lembrar que suas perturbações também são minhas, como as gotas transformadas
Estou perdendo o sentido do presente e pensando demais, demasiadamente pensamentos que nem sequer serão meus daqui a pouco tempo, serão do tempo e da criatura que não quer estar mais
Um segundo, e não sou mais nada do eu que era há um segundo, ficou no passado a ser lembrado apenas por mim e o monte de pensamentos deixados no tempo. Um segundo e tudo se espelha na canção que diz que nada do que foi será... Será hoje ou amanhã? Será que um dia eu chegarei a alcançar o ser de ser completo? Sem fragmentos do ser ainda aberto aos ventos do entardecer? Amanhã, hoje não sou mais, deixo para ser amanhã.
22 de abr. de 2010
angústia do adeus
É hora de dizer adeus. Adeus às reuniões semanais,adeus aos sorrisos, adeus às piadas, adeus ao melhor momento sem que soubessemos que este dia enfim, chegaria.
É hora de dizer adeus, simplesmente assim, adeus, adeus amiga, adeus companheira de todas as horas, adeus aos fins de semana juntas, adeus às ligações no meio da noite pedindo um ombro para chorar, adeus.
Mas não será para sempre, eu prometo, se você não me esquecer, eu nunca a esquecerei e prometo, nunca usar a palavra "perder" neste breve , mas sofrido, ADEUS.
26 de out. de 2009
Choveu e o céu chorou por mim. Sinto um sufocamento dentro de mim que começa no estômago e vai para o peito pedindo para ser libertado, mas não consigo, estou perdendo -me de mim... estou no meio do caminho e talvez devesse voltar ao invés de seguir a diante... estou com medo, medo de mim, medo de recomeçar os sonhos, e erros do passado, chorar, como quem acaba de chegar ao desconhecido sozinha... simplesmente chorar.
18 de jun. de 2009
Há um passo da magistral vitória da morte em canções ludibriada e desejada, sem apologias, penso demais e não o suficiente. Tudo o que quero ser se perde quando divago em memórias de rostos desconhecidos, esquecidos nos mundos imaginários. Sou apenas um esboço da sanidade, mas uma obra prima da loucura... sou o paradigma por qual muitos querem viver sem saber que esta vida é pura oscilação de humor e um grande paradoxo do tempo... que tempo perdido...
13 de abr. de 2009
31 de mar. de 2009
A brisa do entardecer num começo de noite fria com todo o encanto das estrelas.
O pôr do SOl que enfeita o céu no final de um dia de chuva?
As cores que enriquecem as formas das nuvens espalhadas por aí.
O amanhecer de um novo dia, cheio de expectativas e oportunidades com as quais vc nunca sonhou.
Os sonhos que alimentam o inconsciente de fantasia e loucura, toda a loucura que você precisa sentir antes de dizer que está são...
Aquela pontinha de insanidade perdida entre pensamentos de emoções fortes tão fortes que tiram seu fôlego e te faz transpirar de ansiedade, tensão...
Aquele resquício da infância que você trouxe para a vida adulta, mas que ainda está latente, constantemente presente, a criança que sempre brincou de viver e viveu para brincar...
O que te faz sentir?
O sorriso empático de um amigo há muito distante e que voltou para alegrar um dia que seria normal...
As lágrimas daquela pessoa especial que passa por momentos difíceis e você sabe que ela vai superar, mas precisa de você para guia-la, voltar a brilhar...
A lua em seu esplendor altiva no céu escuro e a vontade de dizer que é livre para toca-la...
Enfim, o que te faz sentir? Eu, sinto tudo, e ao mesmo tempo penso não sentir nada, mas o mundo gira e continua minha vida, sentindo , amando, pensando, brincando de continuar vivendo.
19 de mar. de 2009
17 de mar. de 2009
Somos escravos do relógio, dos astros que se posicionam em espaços no tempo, fazendo passarem-se os dias a invocar novos dias,e novas noites.
Eu me perco em pensamentos desconexos que influem em meu equilíbrio mental e emocional, sinto muito e ao mesmo tempo um Nada ácido corroendo a vida de dentro para fora. Sinto angústia e alegria, sinto o amor na fantasia de ser diferente e ao mesmo tempo ser igual, humana. Talvez seja isso, igualdade na espécie e distante no ser, aberração, ficção, ultrajante anomalia espiritual que deu lugar a essa figura, uns dias na loucura, outros na decepção de uma sanidade impura.
4 de mar. de 2009
5 de fev. de 2009
Como na infância um dia eramos mais felizes esse dia poderia então não ter um fim, a velha eterna infância que nunca chega ao fim nem nos prende à realidade.
Sinto vontade de ser quem eu não deveria ser, uma louca independente, num desvairamento da mente, de sonhos e fantasias de realidades distorcidas. Sentir meu ego aumentar ao receber um elogio ao invés de sentir vergonha das boas coisas em mim, prefiro a má Mariana, aquela que sempre erra, mas está sempre tentando acertar, aquela que sempre sonha sem despertar. Arrependo-me todos os dias de acordar, gostaria de induzir um coma profundo em que eu pudesse descansar a mente e não apenas o corpo que sempre descansa na cama o dia todo preparando histórias que poucos lerão. Sinto falta da assassina de personagens misteriosos sem nome, dar um nome torna tudo mais real e a realidade é o que tenho tentado evitar.
27 de dez. de 2008
5 de dez. de 2008
18 de nov. de 2008
10 de nov. de 2008
Tudo era magistral, as ondas do mar quebrando nas rochas, o vento gélido do inverno litoral a acariciar o rosto, como lembranças da infância que voltam para dizer que há vida, mesmo quando o vazio soberano impera nas almas dóceis de meros vagabundos do mundo, vagabundos dos sonhos.
Nada era irremediável, tudo se consertava aos poucos, aos sons da guitarra melancólica a tocar um canção de reminiscências. Passado, tudo está no passado, sistematicamente sórdido e inexorável, o inexpugnável passado, de tudo o que resta, são apenas memórias de crianças tolas que esquecem da vida, vivendo o presente e fantasiando o futuro, adolescentes insolentes a atravessar a ponte para a realidade, sonhando tudo e não racionalizando Nada. Esse Nada que chega e invade os mesmos sonhos que esses jovens esqueceram de sonhar. Somos essa negatividade das ancestrais viagens ao lado de profetas noctívagos que embelezavam a morte de quem um dia pensou poder morrer e entender que no fim não há um ponto final, mas uma vírgula entre antíteses e paradoxos imaginários. Novas palavras para mentes obtusas do infausto passado e incontáveis futuros.
3 de out. de 2008
26 de ago. de 2008
No silêncio
19 de ago. de 2008
Lexterminatus
16 de ago. de 2008
Mil lágrimas por minha dor... eu troco, eu vendo, eu dou, doar minha dor para quem pensa que a dor é apenas um amor que acabou. Mas eu continuo amando, amo meus amigos, minha família...amo a todos que oferecem sorrisos ao invés de lágrimas, ou lágrimas de alegria, e quando não estão bem, podem chorar em minha presença e eu ofereço um ombro, um abraço, um sorriso meio quebrado... sou assim... mas ainda não sei quem sou. Estou me perdendo dentro do eu que vou descobrindo. Estou sempre pensando, penso demais, e não penso o suficiente. Se não faz sentindo para você, faz muito menos para mim.
12 de ago. de 2008
Mais um dia
BORDERLINE
Assim...vou me perdendo em lugares na minha mente, mundos inexplorados, a fronteira, o limite, "the borderline". Vou temendo ficar sozinha e me isolando, vou tentando, assim, esquecer a vida que vivi até aqui, a vida que morri até aqui, assim...vou perdendo o tempo, vou explorando a introspecção, essa hiperatividade inoperante, não consigo ficar comigo por muito mais tempo. Vou, assim...me apagando para apagar a dor, vou refletindo o incerto, essa incerteza do que certamente virá. O retorno. Assim...preparando armadilhas para meu próprio espírito... quero sair daqui. Estou vendo, assim serei, por muito tempo, assim estarei por mais algumas vidas, por outras mortes. Assim, "in the borderline" na fronteira entre a sanidade e a loucura. Que loucura é essa que se esquece de fantasiar o belo e interfere na minha estória, na minha história... assim, que loucura é essa?
Em uma noite
2 de ago. de 2008
I love you Mom

Pois é, eu nunca falei da minha mãe aqui. Minha mãe é tolerante, paciente, carinhosa, implicante, mas acima de tudo é especial. Eu sou seu Karma nesta vida, ela diz que sua missão é me guiar para uma vida mais saudável, para o melhor. Ela tem feito um ótimo trabalho até agora, mas não aceita que eu precise de pessoas variadas em minha vida, ela quer ser tudo, psicóloga, amiga, mãe...e há momentos em que eu preciso que ela seja tudo isso. Ela quer saber quem sou e eu também, ela quer confiança e eu também. Nossas brigas duram no máximo dois dias, sempre.Muitas vezes ela reclama que eu não a procuro em momentos de desespero e angústia, o que ela não entende é que muitas vezes tudo o que eu preciso é do seu sorriso. O que ela ainda precisa compreender é que sou completamente dependente dela e que preciso encontrar meu caminho sozinha, porém sempre em sua presença...eu amo minha mãe mais do que a mim mesma. Um dia, ela vai entender que eu não estou aqui, neste mundo, nesta vida, neste momento, para dificultar sua missão, mas para descobrir a minha.
30 de jul. de 2008

Gostaria de poder responder às perguntas dentro de mim, mas não posso. Não simplesmente um sim ou um não, mas um porquê. Hoje sinto que estou envelhecendo, porém sem a riqueza da sabedoria. Vou me abandonando querendo voltar ao tempo em que fui criança feliz, mas esse tempo foi curto, o importante é que foi bom. Vou conhecendo pessoas novas e me perguntando o que elas podem ver em mim, o que eu tenho a oferecer? Talvez, tudo, talvez nada, mas o nada sou eu, e vou morrendo, sentindo muito por estar só e acompanhada nessa solidão, paradoxos da vida, antíteses do interlúdio, a poesia vai ficando dormente, e então vem a morte, o amor, talvez o amor venha antes, mas logo chega a morte, e chega então o começo de tudo e o tudo sobre o Nada.
28 de jul. de 2008
Not alone-lexterminatus
http://br.youtube.com/watch?v=2cer64FxrLg
Prévia, uma carta a Paulinha
Paulinha, em meio a tantos problemas, seus e meus também, nos conhecemos, eu a conheci na Comenoesp de Tupã, ela nem sabia que eu existia, gostei de seu entusiasmo, liderança e dedicação, mal sabia eu da grandeza de seu coração. Antes da Comenoesp de Tupã eu estava mesmo pensando em deixar este mundo, a viagem de ida foi para mim um tempo para refletir sobre minha própria existência, eu não a reconhecia e não queria mais tentar. Mas chegando lá conheci a Paulinha, não fui ao seu encontro, observei de longe, como sempre. Mas me impressionei. Ao retornar da Comenoesp eu mandei um e-mail para a Paulinha parabenizando-a pela organização e realização do encontro, não pensei que haveria um retorno, mas houve, como eu disse para ela ontem mesmo, seu coração é tão lindo e grande que acolhe amigos e desconhecidos (eu). Começamos a trocar e-mails, ela me contava quando estava em crise e eu contava quando eu estava em crise ao mesmo tempo que tentava tirar forças para estar próxima de uma maneira meio distante em momentos de dor e desespero. Nos identificamos uma com a outra, e após inúmeros e-mails, finalmente tive a oportunidade de vê-la pessoalmente nesta prévia, e apesar dos calorosos abraços (3) que recebi e das incontáveis oportunidades de conversarmos, eu não me fiz presente e ela também não se aproximou, oportunidades perdidas...Mas teremos outras. Não vou me despedir, pois prometi a ela que não o faria... Paulinha se um dia vc chegar a ler isto, saiba que aprendi a ama-la e reconhecê-la como amiga próxima e distante, mais próxima de mim, mais distante da fria matéria que me envolve... Paulinha, sinto muito ter perdido oportunidades, sinto muito ser meio ou completamente, isolada do resto das pessoas. Prometo tentar mudar e nunca mais dizer adeus, estou aqui e aqui ficarei pelo tempo que me foi destinado desde que vc fique comigo também. Uma coisa que eu queria dizer; quando vc me abraçou e disse "minha amiga Mari" eu queria dizer "Não me deixe". Sempre que tiver um problema, eu estarei a seu lado, sempre que quiser sorrir, eu estarei lá para sorrir devolta, sempre que quiser chorar eu estarei lá para dizer que ainda sinto vc comigo e estou aqui. Paulinha, não me deixe!!!!!!! E mais ainda, Aproxime-se! Tudo o que tem a fazer é olhar para mim e dizer "Mari" só isso, e eu estarei a seu lado.
Abraços a todos da prévia, valeu Cafelândia e Vejo-os todos em Assis!
22 de jul. de 2008
chega!!!!!!!
pesadelos
Ao acordar, abro os olhos devagar e com cuidado,porque o mundo que me envolve pode ser os mundos de pesadelos ancestrais que me abraçam na escuridão. Não sei se prefiro dormir ou ficar vigilante. As noites são de angústia profunda, acordo de madrugada sem conseguir respirar e me inveredo por pensamentos tétricos de origem desconhecida que me levam ao terror noturno, não sei o que prefiro fazer da minha vida, estou morrendo ao invés de viver, as pessoas morrem em mim e eu morro aos poucos.
Todos os dias narro uma história qualquer em minha mente, e vou escrevendo para não perder a linha de pensamento, mas a perco mesmo assim, pois outros vêm a mente e não sei como controlar o impulso de não pensar somente em morte, estou definhando, esquecendo da vida, esquecendo do tempo, vagando ébria por negros bosques em mim, sou um espírito de luz? Já não sei o que é luz ou o que é escuridão, há apenas a penumbra.
11 de jul. de 2008
Esqueço de agradecer quem me ajuda, mas estão sempre comigo, em pensamentos, em idéias, em espírito.
Hoje me sinto melancólica, cantando ao som de Rob Tomas, sem lágrimas, não aprendi a chorar, choro quando o mundo ri, mas ultimamente o mundo tem chorado mais pois em mim há muita frialdade dentro da matéria que não deixa o espírito se expressar. E vou perdendo a paciência, na escola da vida não tenho sido uma boa aluna.
28 de mai. de 2008
FIco observando as pessoas mais felizes que eu e imagino o que elas têm que eu preciso ter também...
Mas tenho tudo do que preciso, tenho amigos, tenho família, uma família quebrada,no entanto é minha família.
Quero escrever sobre a tia Beth; ela foi uma pessoa especial na minha vida, e na vida de muitas outras pessoas, uma pessoa que foi iluminada, quem dera eu tivesse tal luz...
Mas perco as palavras ao escrever sobre o sublime.
Antes eu podia ouvir uma bela canção e chorar a perfeição, hoje não choro mais, e sinto falta das lágrimas... sinto falta de poder sentir algo além disso que sinto hoje cujo nome eu não sei. Talvez não exista denominação.
8 de mai. de 2008
Para quem quer que seja
Aqui deixo apenas minhas mágoas e deixo para o futuro um sonho de que tudo seja transformado, terei outras chances de mudar o mundo. Hoje, aqui, agora, eu digo adeus, adeus a quem fui, a quem tentei ser, a quem desejei um dia ser, mas que nunca realmente fui. Um adeus assim, simplesmente isso, um adeus, adeus à velha adolescência que eu desejava nunca ter fim. Adeus ao poucos, vou me despedindo dos que me amaram, dos que me odiaram, dos que nunca me conheceram, dos que não se importaram se eu existia ou não. Vou dando adeus aos poucos, a todos que tentaram. Não vejam isso como uma falha, apenas um projeto que foi interrompido.
Adeus!!!
Mika
30 de abr. de 2008
Carência
Sou eu, em mim perdida. Mas não mais sozinha.
1 de jan. de 2008
A year to remember

Somos dotados de grande capacidade de engrandecer nosso círculo social, de aumentar virtudes e desconsiderar defeitos das pessoas que nos tocam o coração e de repente nos inspiram a sermos pessoas melhores, buscar sempre aquele sorriso para serenar transtornos, mesmo que os dias tenham sido de melancolia e saudade, de solidão e tristeza, mas aquele sorriso está sempre pronto para as pessoas especiais.
Em 2007 meus sonhos foram realizados, mesmo que ainda incompletos, conheci três grandes personalidades que merecem destaque na memória; é impossível colocá-los no top 3, porque exigiria uma classificassão, quando na verdade eles merecem ficar assim, lado a lado. Ingrid, o carisma em pessoa, um olhar que apaixona que faz reconhecer que há beleza no mundo para acalentar os corações mais tormentosos, mais sombrios e inseguros. Milton, o inspirador, o professor amigo, exigente, competente, companheiro, sempre buscando a perfeição nas mais complexas teorias. Denis, o substituto que virou titular; alegre, simpático, cujo sucesso em sua carreira despertou a ambição de seus pupilos, tagarela como todo professor deve ser, mas suas histórias foram e continuarão a ser um incentivo para quem quer vencer.
Enfim, os magos que enfeitiçaram a mente desses jovens aspirantes a jornalistas, pelo menos eu sei que enfeitiçaram a minha mente,o meu coração e minha alma. Este foi um ano para ser lembrado por estas pessoas e muitas outras, não tive a chance de dizer adeus a nenhum de vocês e vocês mereciam, mas saibam que não foi negligência, foi uma emergência que me fez partir assim, espero que um dia possam ler estas palavras e lembrar de mim e de todos os alunos da turma de jornalismo que aprenderam a amar cada minuto de convivência com cada um de vocês. Amo todos vocês!!!
26 de dez. de 2007
11 de out. de 2007
Imagens
10 de out. de 2007
Finado
Coloquei o título de "finado" neste post porque talvez essa seja a situação do meu futuro, morto, destruído, quem sabe o porquê? Fui eu? Eu errei tanto nessa vida transviada, até drogas já usei, mas hoje pensei ser uma pessoa diferente, diferente da auto-destrutiva que fui no passado, diferente da egoísta que tenho sido até pouco tempo atrás, diferente da mimada, da "doente". Quando comecei a ter fé na vida, na felicidade, quando comecei a acreditar que ser feliz é realmente uma questão de paz de espírito, puxaram meu tapete, disseram: "Você é muito mais egoísta, você é irresposável, seu futuro depende muito mais de uma mudança radical em você". Pensei que essa mudança, aos poucos, havia acontecido, ou estava acontecendo, agora mais do que nunca; mas meu passado me persegue, serei sempre, aos olhos de minha querida e amada tia, a criança mimada, irresponsável, carente, egoísta e BURRA, daqui para frente só quem me conhece há pouco tempo jura que isso não é verdade, mas esas características são repetidas tantas vezes a mim que começo a acreditar nessa versão abominável do meu ser.
19 de set. de 2007
Pessoas novas, vida nova!!!!
Quero já aqui, fazer uma homenagem às pessoas que fazem parte da minha vida, e a transformaram no momento em que nos conhecemos, começarei pela Ingrid que trouxe um novo significado às palavras inspiração e motivação,pessoa que me trouxe muita luz, e cujo sorriso ilumina a alma do mais triste ser, assim como o Mirtão, que me fez enxergar a teoria por trás da teoria e a inefável sensação de ser um ser pensante,continuo com meus novos amigos, Leonildo, seu sarcasmo seco e gélido é tão cômico como o humor mais negro que a própria escuridão, esse humor e genialidade, trouxeram para minha vida muita energia; meu amigo Marcelo que me fez enxergar além de mim, meu amigo Rodrigo H. que me fez encontrar uma nova pessoa, uma nova musicista dentro de mim, alguém que estava adormecida e que agora desperta, a Sarah, minha vizinha curiosa, quererendo sempre saber um pouco mais, estou aqui para ensinar também, e quero sanar suas dúvidas dentro da minha capacidade. Outras pessoas vieram para me fazer pensar mais nelas do que pensar o tempo todo em mim, essas pessoas são especiais, Rô, Vera, Alfredo, Carlos, pessoas incríveis,cada qual com suas visões particulares do mundo, adoro a todos vocês por me aceitarem e por enxergarem em mim mais do que eu enxergava em mim mesma... Amo vocês!!!!
28 de jul. de 2007
Renato

Grande guitarrista, o Renato é um cara apressado até para tocar, "acelerou muito Renato!", essa é a frase mais escutada por ele, e mais pronunciada por nós, instrumentistas da Lex, e pelo Luis nosso exímio produtor VIP no momento. Mas falando do Re, não há muito o que dizer, o garoto sabe tocar muito e além de tudo é inspirado, contagiante e sempre presente na vida dos amigos, eu amo esse cara!!!
Ele e eu somos os mais entusiasmados em obter sucesso nessa banda, enquanto os outros brincam de Magic, nós fazemos música, e isso é o que mais admiro nesse rapaz, afinal nós somos a Lexterminatus!!!!!
27 de jul. de 2007
Não é à toa que é a MELHOR

Essa escola tem história na minha vida!!!
Não vou contar tudo o que já aconteceu na minha vivência na Freelight, mas vou contar minha primeira lembrança para iniciar essa postagem. Eu tinha 13 anos, acabado de ganhar um violão Digiorgio da minha tia Beth e chegamos na Freelight para marcar aulas de música; na escola eu conheci o Luis que se apresentou sorrindo e me apresentou ao professor de violão, o Dico, este me fez a seguinte pergunta: "Você quer aprender violão ou guitarra?", ahhh pra quê? a resposta foi óbvia. Nas primeiras semanas de aula aprendi alguns acordes e escalas que praticava incansavelmente em casa no meu violão, bom inútil dizer que minhas notas na escola caíram muito, e quase que sou punida com o fim das aulas de música, mas minha tia era muito generosa e acabou montando um horário fixo para meus estudos.
Com o tempo fui conhecendo cada personagem da Freelight, o Mi, a Roberta, o Lucas, o Amauri, bom, fui me sentindo em casa, as horas mais felizes da minha adolescência eu passei na Freelight, conversando com o Luis, com o Dico, enfim, com a turma toda, fazendo planos para tocar, montando banda, acabei convencendo todos os integrantes originais da Lexterminatus a fazerem aulas de música na Freelight. Tenho uma paixão especial por cada pessoa dentro da escola, com certeza eu poderia ter aproveitado mais, mas minha preguiça não permitiu. Conheci meu "paizão", o Dico, a quem amo muito e para quem já contei grandes segredos e já pedi muita ajuda. Amo a Freelight, amo cada ser intrépido dentro desta escola, e nunca quero deixar de fazer uma visitinha de vez enquando, mesmo não morando mais em Lins.
Freelight, amo vocês!!!!
Luis
Essa cara sabe o que faz e está perdido em Lins hehehe!!!Nossa tudo que temos até agora são lembranças dos aproximadamente, dez anos em que estive com esse maluco viciado em tecnologia e grande dominador das maravilhas eletrônicas que vão surgindo, como disse o Renato "O mágico".
Não só ele criou as partes do teclado nas nossas músicas, como também sempre elogiou nosso trabalho. Esse cara acreditou em mim quando eu estava pensando em desistir dos meus sonhos por falta de talento, mas graças a pessoas como o Luis ainda existe a Lexterminatus. Pode não existir para o mundo , ainda, mas existe para nós da banda , para nossos amigos e para a Freelight! A sinceridade do Luis sempre me assustou um pouco, porque eu pensava muito antes de mostrar uma música composta por mim para ele, imaginava ele dizendo; "Não vai dar certo, você não é boa o bastante, tem que estudar muito ainda para poder fazer algo decente", porém toda música que apresentei a ele foi recebida com incentivo e elogios, além de críticas construtivas e opiniões de quem realmente entende de música. Valeu Luis!!!!
Um grande OBRIGADO da Mari e da Lex!!!
Mais um dia de estúdio!!!
Mais um dia na Freelight trabalhando muito, bom quem mais trabalha é o Luis né, mas a gente assiste!!Falando sério, essa tem sido uma experiência única na minha e tenho certeza de que na vida do povo da Lexterminatus também. Somos apenas crianças tentando seduzir a melodia do destino, transformar nossos sentimentos em inspiração. Eu particularmente, estou encantanda com todo o apoio e incentivo que estamos recebendo da nossa eternamente escola de música Freelight. Estamos todos muito gratos, se tudo der certo agradeceremos em público esse carinho todo que temos recebido.
22 de jul. de 2007
É sempre um prazer muito grande voltar a sentir os acordes tocando a alma, cada nota, cada tempo, cada intervalo sonhado, pensado, sentido e colocado em uma nova canção, uma nova paixão, pode ser que essas canções nunca cheguem a ser ouvidas por todos, por muitos, mas foram feitas com carinho, com amor, com inspiração. Um dia essas palavras cantadas, essas melodias criadas serão apenas a trilha sonora de uma vida.
19 de jun. de 2007
2 de abr. de 2007
Por que isso acontece? Por que estamos aqui? para que estamos aqui? Por que lutar? Por que estou aprendendo isso? e finalmente chegamos no "como", como usarei isso para meu próprio crescimento e para o fortalecimento dos valores morais da sociedade? Como serei útil para o mundo com todo o conhecimento que adquiri?
Não sei ainda, penso muito, mas ainda não sei, estou buscando uma razão para ser o que sou, e ser melhor, ser mais, ter valor. Vozes na minha mente dizem que meu valor é inexistente, essas vozes já me dominaram um dia, mas hoje, sou eu quem está no controle, hoje eu acredito que há um valor, há uma esperança, há um porque, há uma missão designada para mim e para cada um de nós.
Minha doença se posso chamá-la assim, é apenas mais uma expiação pela qual preciso passar, sem desistir, sem deixar-me dominar pelo medo, pelo desespero, pela raiva.
Sou um ser pensante, e continuarei a sê-lo, mesmo que me digam , um dia, que tudo não passou de ilusão, talvez seja assim que devemos viver, das ilusões, porque sonhando criamos objetivos a alcançar, trazemos à vida cores, valores, deixamos nossas marcas e seremos sempre lembrados com amor, porque fizemos nossa história com paixão.Só sabe viver quem sabe se apaixonar, mas não deixa que essa paixão o domine, mas guie o caminho, sabe ouvir, sabe falar, escrever, viver, sempre em busca de novas histórias, novos caminhos, novos capítulos, sem medo, e se derem uma brecha deixamos de lado também o pudor, pudor é para os caretas, vamos celebrar a rebeldia da massa, uma massa inteligente, uma massa que foi criada para contextar, para enfrentar, para participar ativamente de uma sociedade carente. Não sejamos o homem da multidão de Poe, não procuremos sempre uma nova multidão porque perdemos nossa identidade, mas sejamos sempre amantes da razão, da personalidade sem temer os sentimentos, sem sufocar emoções. Sejamos todos seres apaixonados.
15 de mar. de 2007
12 de mar. de 2007
minha vida começa agora
Moro em um lar de amor e compreensão, sobrevivo Às mazelas que me afligem escrevendo com paixão, descrevendo o feio, eu enalteço o belo, mais bela é a verdade de estar finalmente vencendo. Na morte encontro o mistério a ser resolvido, mas na vida encontro o amor a ser sentido, experimentado , explorado, um veneno poderoso e bom para as almas que perderam a esperança, leio tudo , filosofia, biografias, aventuras, terror, romances, contos, poesia, e é isso o que eu quero ser, formadora de cultura, testemunha do fantástico, e minha vida começa agora.
6 de mar. de 2007
Faço perguntas a mim mesma sobre a veracidade dos meus desejos, sobre a vontade. Tenho muitras vontades, vontade de voar, ser imortal nas palavras, ser alguém a quem não digam que a vida passou por ela, mas que passou pela vida, que viveu.
Álvaro de Campos
Ah, Onde Estou
Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo, A banalidade devorante das caras de toda a gente! Ah, a angústia insuportável de gente! O cansaço inconvertível de ver e ouvir!
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.)
Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto, Estômago da alma alvorotado de eu ser...
Tenho vontade de fazer poesia, casar melodia , juntar as palavras, brincar de inventar, criar, sonhar, poder fazer o que eu quiser, ser livre, ser amante, ser amada, ser, simplesmente, ser. Ser gente, mas não gente entediada, gente que busca inspiração que faz do tédio uma canção, que faz da angústia uma oração, quero ser gente que um dia se possa dizer que deixou para trás , não a morte, mas uma vida e essa vida eu estou construindo.
1 de mar. de 2007
liberdade
27 de jan. de 2007
VIVENDO
5 de dez. de 2006
Tio Jairo
22 de out. de 2006
save me
Quero ser alguém apaixonada, quero brincar de ser gente, quero morrer idependente, quero abrir um livro e sentir novamente o prazer edificante da primeira leitura de uma aventura.
Quero inventar meu estilo, quero matar o tédio, quero fazer mistério. Ser diferente, ser experiente. Quero divagar nas ondas da criatividade, quero me emocionar ao assistir a um filme. Estou na idade da loucura, procurando tratamentos alternativos, perdendo a esperança, chorando feito criança.
Faço apologia ao suicídio, porque sinto que meu momento está chegando. Faço música porque quero deixar alguma coisa para sempre, faço poesia porque sinto tanta coisa que não cabem num pessoa só... sentimentos desesperadores, que fazem com que eu me mate aos poucos... até que um dia não sobre nada...
16 de set. de 2006
Foi testando meus limites que aprendi a viver, me destruindo, quebrando regras, esquecendo as leis.
Ninguém existe para ser esquecido, deixarei minha marca no mundo para aqueles que quiserem ver, para quem tiver sensibilidade para enxergar a beleza na morbidez, nas trevas. Vivo de vícios, na escuridão profunda de uma realidade tétrica, morfética.
Ninguém existe para ser esquecido, ficarão histórias, ficção ou não, os leitores decidirão.
7 de set. de 2006

Num sorriso, uma máscara, disfarçando as lágrimas que esqueci de chorar, não por vergonha, que olhem, não ligo, choro mesmo, sem pudor, sem embaraço, mas por fraqueza, por desprezo aos sentimentos que me invadem. Orgulho tenho apenas pelas palavras que escrevo, porque descrevo a beleza da dor, da saudade, da morte, escolhendo cada expressão, como se definir as emoções mais sombrias que dominam meu ser, pudesse aliviar a pressão de as possuir, em mim, a desilusão, com palavras pinto um espantalho.
amor e solidão
20 de ago. de 2005
O espelho
Preso em um espelho de ilusões.
Mágico espelho, que disfarça imperfeições,
Confunde a realidade, traiçoeiro, perverso, convexo.
Na virtualidade da imagem diminuta, perfeita,
A criatura que existe na realidade rejeita
A figura imperfeita, de falhas feita,
E prefere de sonhos, de fantasia
A aceitar seus defeitos e permitir-se viver na verdade.
O vazio que ainda o atormenta, este ser não compreende,
Pois vive de quimeiras e desconhece sua essência.
10 de jul. de 2005
9 de jul. de 2005
alucinação
As discrepâncias de meu mundo fictício.
A ingnorância do ser absconso
Na duplicidade neurótica da hipofrenia.
A morbidez metódica da necromania,
E a na dança sináptica das anomalias,
Jaz os demônios da enfermidade encefálica
De um louco alucinado, de uma alma paralítica.
Explore os segredos da demência,
Enquanto o ordinário vive no limiar da vileza,
Parasitas necrófagos esmagados pela incerteza
De ser ou não ser verme e viver na obediência.
E termina sem fim,
Sem sentido, apenas palavras, palavras enfim.
26 de jun. de 2005
Personalidade
Todo o tempo sonhei.
A dor que sofri,
Se é minha de fato, não sei
Não sei o que fiz,
Ou o que imaginei.
Sou eu quem vive agora
ou alguém que criei?
Respostas, nunca encontrarei,
A verdade me ignora,
Sou eu quem escreve estas linhas
Ou alguém que criei?
Não sei, Não sei,
hipoteticamente são minhas
Mas hipoteticamente nada é real
Nem a dor , nem a alegria,
Nem o amor ou a fantasia,
Apenas a incerteza é imortal.
20 de jun. de 2005
Dignosia
Quem dera eu dar-lhes sentidos em orações,
O mundo gira dentro de mim,
Enquanto o nada o envolve em uma evanescente neblina
De idéias soltas, ininteligíveis, como eu
Inexpressivas.
Verdades, mentiras, realidade ilusão
Fantasia, agonia, depressão,
Angústia, solidão, anestesia,
Personificação, neurastenia, histeria,
Inflamação, sinergia, palavras sem razão.
Livres das pretensiosas interpretações de mentes vazias,
Vazia é a minha que nada inventa
Só copia.
11 de jun. de 2005
Solilóquio
Mergulho em uma queda infinita.
Vejo o mundo numa feérica fantasia,
Mas perco-me em sonhos na escuridão.
Compreendo menos o fenômeno da sinergia
De poder e impotência, dor e compreensão
Procuro nas palavras a essência
Do ser em que me transformei.
Nada enfim me vem a mente,
é o Nada que sempre serei.
Paralisada na estagnação da epistemologia
Entorpecida pela sensação de uma vida vazia.
No limiar da loucura, da hipofrenia.
Procuro na embriaguez a ostentação,
A esperança jaz na solidão,
Nas umbríferas notas de uma canção.
A canção da augopsicalia
Esquecida na mofina prisão
Entre os demônios da agorofobia
25 de mai. de 2005
Palavras
Eu amo as palavras, assim como a música as palavras têm vida, melodia, harmonia, quando usadas dignamente elas se transformam em imagens, imagens musicais, imagens oníricas. As palavras trazem a beleza e sinergicamente o que há de mais tétrico no inconsciente do escritor. As palavras preenchem o vazio, é uma sinfonia de sintagmas, uma ópera de metáforas. As palavras definem o ser, o eu profundo, o desespero da alma. As palavras são livres no sentido mais amplo de liberdade em uma semântica infinita. Eu gostaria de possuir o talento para usá-las com o lirismo que merecem, com a musicalidade que lhes é inerente, mas cada palavra, escrita ou proferida por mim , parecem não ter vida, elas morrem em minha consciência, morrem no vazio.
24 de mai. de 2005
23 de mai. de 2005
Auto mutilação
O sangue afugenta o medo.
Por alguns segundos
Enquanto observo o rubro líquido
Expulsar de meu organismo
Toda raiva e malancolia
Há um alívio momentâneo,
Um intervalo entre a dor e o medo,
É como sair de um transe hipnótico,
Acordar de um pesadelo.
Ficam apenas as cicatrizes,
Cortar meu pulso é a única maneira
De manter minha sanidade,
De continuar vivendo,
E afastar a loucura a que me leva o medo.
Morfismo
21 de mai. de 2005
O ATO FINAL
11 de mai. de 2005
nothing in particular
I ll just show them what they want to see, and there will be no questions because I dont have the answers.
Há momentos em que a morte domina meus pensamentos, a única saída, não há nada para mim aqui, talvez quando tiver partido, as pessoas se lembrarão de mim por alguns dias e então, serei como um livro velho que nunca mais será aberto, uma sombra em suas memórias, uma foto em uma moldura, talvez nem isso. A quem estou enganando? Nunca serei tudo o que eles esperam que eu seja, nunca direi tudo o que eu queria ter dito, apenas colocarei minha máscara e os deixarei decidir quem sou, feliz, inteligente, estranha, sonhadora. Nunca os deixarei ver o que há por trás desta máscara, tenho medo de quem sou, do que penso, apenas mostrarei o que eles querem ver e não haverá perguntas, porque não tenho respostas.





