30 de abr. de 2011

Todos os dias eu acordo, e penso no final feliz. Todas as noites quando durmo, penso em como estou em busca da matriz de meus sentimentos mais puros. Todos os dias quando cai o dia estou em harmonia com meus pensamentos, embora nem sempre os compreenda. Todas as noites quando o dia está nascendo eu me perco um pouco de mim. Estou sempre correndo pro mar, buscando a cosntância no inconstante, indo de encontro à maré. E acordo pensando, onde ficou a fé? Estou sempre procurando o pensamento que me trará de volta a vida que esqueci.
Todos os dias quando acordo, eu penso, e agora meu Deus, o que farei deste dia para honrar o prazer da vida que me deste? Mas respostas não encontro nenhuma. Todas as noites quando durmo, agradeço por ter sobrevivido; mas imploro pra que chegue ao fim, em mim há apenas um grande meio sem começo tampouco um ponto final, na real, estou me esquivando dos morcegos da noite de pesadelos grotescos que me gelam ao âmago. Todos os dias quando a noite cai, penso logo que meu dia mal começou, ainda há muito para fazer e uma grande e inexorável noite pela frente, e na mente fica apenas o imaginário, estou esquecendo que chegar em casa não é sinônimo de paz, mas a sequência da repugnância do eu em mim, sem fim, sem começo, sem meio, sem mim.

23 de abr. de 2011

Viagem a Cruzeiro

Estou feliz e triste ao mesmo tempo, sinto que na presença da família aqui de Cruzeiro eu me fico mais livre, mais leve, e o clima é alto astral o tempo todo, até as brigas são engraçadas, mas ao mesmo tempo sinto falta da pessoa que mais me trouxe a este paraíso de montanhas quando na infância eu ainda era um rio correndo pro mar. Sinto falta da minha doce tia Beth, que me criou e me trouxe todos os anos aqui até o ano em que me deixou.
O paraíso pode ser este, mas ainda há dor. Meu amor é quente e aqui a beleza defende as obras divinas que tantos cantaram antes de mim. Sinto que estou me perdendo em maravilhas para não enxergar o grotesco.
Sinto que vou envelhecendo e as pessoas ao meu redor envelhecem comigo. Estão lindos como sempre, mas o tempo passa e a vida não perdoa, me vejo esquecendo as brincadeiras de quando era criança. Perdi há muito a vontade de sentir, mas hoje sinto e sinto muito, sinto tanto que não quero parar de sentir. Estou aqui e escrevendo para não enlouquecer. Estou me perdendo para não encontrar a tristeza dentro do âmago dos meus demônios internos... amo e amo muito cada um dos loucos desta louca família.

3 de fev. de 2011

Loucura

Nada faz muito sentido no mundo ao meu redor, o tempo passa célere,esperando por nada e atropelando tudo pelo caminho, destruindo sonhos, encantando sonhadores. Estou no meio do caminho com destino a lugar nenhum. Estou sempre procurando o que não consigo encontrar. é como uma ideia que se forma e não quer se revelar, ser, criar mais. Estou sempre criando, mas com a criação vem a responsabilidade de estar presente durante a existência da coisa criada, a criatura, pode ser a loucura, pode ser, a lágrima da amargura. POde até ser um dia de chuva em que eu não soube como viajar sem sair do lugar, estou sempre procurando um dia diante do nada e do absurdo de escrever sem parar e não saber quando parar. Vou indo até alguém dizer, agora chega. Loucura? Passo perto, mas também estou longe.

1 de nov. de 2010

um só ser

É impossível observar as pessoas nas ruas e não encontrar o sublime dentro delas. Pare, pense, converse com um estranho, divida histórias, cada um tem tanto para doar que parece que temos tão pouco.
É impossível ser humana e não enxergar a sabedoria infinita dentro deste ser tão desvalorizado e tão complexo que chega a ser simples um breve sorriso. Eu coleciono sorrisos,lágrimas, risadas, olhares, coleciono pois que são-me preciosos. São únicos. Às vezes me pego imaginando ser outro ser, ser um pássaro e gozar a liberdade, porém esqueço que a liberdade está dentro e não fora de cada ser humano, basta conquista-la.
Somos únicos, e somos amor e ódio pois que um não pode existir sem o outro, assim como a luz não pode existir sem a sombra. A sombra em mim está acentuada, quer mais da minha morte e pouco da minha vida. Sinto que estou mais na platéia do que no palco da minha vida, quando deveria ser ao contrário. Devo tomar o enredo desta peça , e fazer de mim a personagem principal. Como você o é na sua peça, e na minha peça não há coadjuvantes, não há figurantes, apenas o elenco principal,pois que todos têm seu fascínio sobre mim. Vejo, escuto, enxergo e sinto tudo, no entanto parece que é demais para para um só ser. Uma só criatura.

18 de out. de 2010

lembre-se

Lembre-se sempre da lágrima que lhe deixou escapar por um descuido, foi a lágrima do adeus de nunca mais voltar a ver no rosto a marca dessa lágrima que deixou de ser e agora é passado. Lembre-se sempre do sorriso de "até logo, amigo",pois este sorriso nunca será passado, e nunca dirá adeus.
Lembre-se sempre daquele olhar de " venha aqui, preciso conversar" , é um olhar que não deixou você para trás, mas quis você mais perto, como hoje que quero ver-lhe sorrir, e chorar, e cantar e olhar, para lembrar da canção que deixou no mundo a marca da oração. Disse um dia que não voltaria mais, mas cá estou entre prantos, trancos e barrancos, para depor contra todos que dizem que em você não há alegria, que somente a tristeza faz a melodia,que não há segundos de paz nessa terra esquecida, que não existem melhores amigos altruístas. Há sim tudo isso e muito mais, há verdade nos olhares, nas lágrimas e nos sorrisos, há amor, há mensagem, uma mensagem que jamais deixaria de existir não fosse o medo, a mensagem do "eu te amo" e estou aqui, para dizer que amo,amo sim e amo a todos que me amarem sem esperar recompensa. Sem pensar que nas minhas lágrimas, nos meus sorrisos e nos meus olhares não há amor, pois que a verdade é o contrário, há e já houve muito amor, eu só não sei como compartilha-lo. Não ainda, mas chego lá, e vou vivendo e com a vida aprendendo.

5 de out. de 2010

Meu amor de imensidão

Quero hoje, aqui, agora, prestar um depoimento sincero e fraternal, ao amor que sinto em abundância, no entanto que compartilho com certa avareza, certa economia dentro desta sociedade tão faminta e sedenta de amor, eu neguei por muitas vezes amar.
Mas amo, e como amo, amo tanto que muitas vezes não sei onde eu começo e o outro termina, dói este amor do qual vos falo, é um amor de imensidão dentro do meu probre e reles ser, um amor que não quer apenas ficar,mas quer ser espalhado, dividido, compartilhado, gritado e chorado aos quatro ventos do mundo. E dói, dói muito não ter a verdade dentro de mim e a eloquência das palavras para compartilhar com o mundo gritar a plenos pulmões que estou amando minha vida, esta vida que me renegou tantas e tantas outras vezes mais. Esta vida cuja semente eu não quis plantar para negar que vivia, quando na verdade apenas respirava por instinto.
Como amo os meus amigos, amo meus companheiros de viagem nesta longa jornada chamada vida e cuja essência eu escondi de todos,para não ser apenas e viver mais além. Estou viva, e hoje venho depor a favor deste amor que me machuca de tão intensamente sentido e guardado, e em sua essência quer amar mais, quer ser mais, quer ir além do coração já não tão jovem assim que o acolhe, mas que nunca o repartiu...quero compartilhar meu amor, e viver em plenitude com minhas paixões... meus amores, que nunca morrerão.

4 de out. de 2010

sentir

Sinto que estou levitando, mas mesmo assim me sinto pesada, como se dentro do meu estômago estivesse uma pedra que me fizesse cair sempre. Sinto que estou indo para fora de mim mesma, tentando entender e compreender verdades que em outra época foram mentiras. Sinto que estou me concentrando, me reunindo com o mundo espiritual que me persegue e envolve com tanta sombra e luz que já não distinguo mais qual é minha e qual não é.
SInto que estou me afastando, deixando para trás um passado de aventuras,para viver um presente de rotina, ir ao médico parece uma coisa mecânica, como comer, e antigamente acender um cigarro. Não fumo mais,o cigarro agora é passado, mas mesmo assim estou sempre sob o efeito de alguma droga. Não drogas reais, não mais me enveneno com tais opiáceos, mas as drogas mentais e emocionais que me vejo injetando em minhas veias, estou viajando, sempre saindo do mundo real para viver o imaginário, sinto que estou me cortando mesmo agora quando não me corto mais.Sinto que estou envelhecendo, deixando na juventude as esferas da boa vida de amigos e virtudes, mas vou para o nada que me persegue e assombra e no meio da multidão eu me escondo... e vou me perdendo,como quem se afoga no mar, no oceano e só vê oceano, eu só vejo gente, e muita gente existindo ao mesmo tempo.

25 de jul. de 2010

suicídio

Suicídio



Que lastimável fim, levou aquele que deu a fim à vida que enfim, valia muito mais que apenas os fracassos de um ser escarniado entre muitos invisível para o além da dor e do vazio. Não teve coragem de enfrentar seus demônios, e num gesto errôneo de paixão pelo fim esqueceu daqueles que lhe queriam bem.
Que inefável prazer podia ter sentido se a sua volta visse amigos e não companheiros de dor, sem o calor do abraço de quem querem e ajudam, nesta vida, há sim quem não está perdido e busca mostrar a este ser que é querido entre tantos outros amigos cujo abrigo melhor havia de lhe acolher. Mas não, o suicídio falou mais alto no ouvido farto de palavras duras, cheias de amarguras de outras criaturas que não o queriam ali.
Que lamentável morte diz a sorte de outros nos quais no vazio se faz preencher de amor de carinho dos poucos no caminho que lhes enxergaram o olhar quebrado, mas souberam receber com braços largos de tanto amar o que o ser não soube enxergar. Cativar nas risadas as poucas palavras que o ser deixou de cantar, abraçar entre lágrimas a despedida desse adeus breve e ininteligível que o ser esqueceu de deixar. Mas há quem lembre do ser onipresente entre tantos que deixou de tocar com seu sorriso brando e no seu carisma o encanto de quem ainda quis tentar.
Que inesperável lembrança alguns hão de carregar na memória até um dia não mais nascer o sol,para tantos cujos prantos não traz de volta o ser suicida que desistiu da vida, para simplesmente viver em outra vida a dor da qual quis fugir, ah, mas o amor há de surgir até para ele que canta solitário entre vários outros sofredores de onde este mesmo amor esqueceu de emergir. Enquanto houver abraços haverá vida e nada há de apagar o carinho com que o ser foi recebido ao finalmente chegar no que será seu novo lar.

ser eu ou não ser, não hoje

Há momentos em que eu quero estar mais em mim, mas sempre estou fora, pensando onde poderia estar, falar,cantar, sorrir, brincar, simplesmente ser o eu que aqui dentro fica preso no emaranhado de coisas frias e tristes. Há momentos em que percebo o erro de ser pensamento e não criatura. Se ao menos pudesse estudar esses momentos eu pensaria menos e seria mais eu.

Há estórias que merecem enredos para serem contadas, palavras, canções, esbarro em emoções sem nada temer a não ser eu. Há contos que me levam, e personagens que deleto para não lembrar que suas perturbações também são minhas, como as gotas transformadas em chuva. E quando tenho chuva, quero um rio.

Estou perdendo o sentido do presente e pensando demais, demasiadamente pensamentos que nem sequer serão meus daqui a pouco tempo, serão do tempo e da criatura que não quer estar mais em mim. Pecado não deixar que os pensamentos vaguem no tempo, no espaço em que lhes dou na mente de alguém que semeia sonhos para colher fantasia, nossa que doce melodia me acompanha nos momentos mais meus, e me irrita saber que meus mesmo, são apenas os pensamentos; a realidade fica presa a teia que tece a aranha dos meus pesadelos. Quanto tempo posso perder em momentos como aquele ou este em quem paro para sentir temendo os sentimentos que vêem se manifestar como palhaços no circo a brincar de ser criança e tomam conta do espetáculo com brincadeiras e truques. Truques que minha mente pode pregar, mas que a mesma mente não consegue apagar.

Um segundo, e não sou mais nada do eu que era há um segundo, ficou no passado a ser lembrado apenas por mim e o monte de pensamentos deixados no tempo. Um segundo e tudo se espelha na canção que diz que nada do que foi será... Será hoje ou amanhã? Será que um dia eu chegarei a alcançar o ser de ser completo? Sem fragmentos do ser ainda aberto aos ventos do entardecer? Amanhã, hoje não sou mais, deixo para ser amanhã.

22 de abr. de 2010

angústia do adeus



É hora de dizer adeus. Adeus às reuniões semanais,adeus aos sorrisos, adeus às piadas, adeus ao melhor momento sem que soubessemos que este dia enfim, chegaria.
É hora de dizer adeus, simplesmente assim, adeus, adeus amiga, adeus companheira de todas as horas, adeus aos fins de semana juntas, adeus às ligações no meio da noite pedindo um ombro para chorar, adeus.
Mas não será para sempre, eu prometo, se você não me esquecer, eu nunca a esquecerei e prometo, nunca usar a palavra "perder" neste breve , mas sofrido, ADEUS.

26 de out. de 2009

Hoje, estava com muita vontade de chorar, chorar por saudade, chorar por amor, chorar pelo que passou e chorar pelo o que pode vir...penso no fim e no começo, o dia mal começou e eu quero ver seu fim.
Choveu e o céu chorou por mim. Sinto um sufocamento dentro de mim que começa no estômago e vai para o peito pedindo para ser libertado, mas não consigo, estou perdendo -me de mim... estou no meio do caminho e talvez devesse voltar ao invés de seguir a diante... estou com medo, medo de mim, medo de recomeçar os sonhos, e erros do passado, chorar, como quem acaba de chegar ao desconhecido sozinha... simplesmente chorar.

18 de jun. de 2009

Minha natureza egoísta ainda há de deixar-me só no mundo. O que faz com que me transforme nesta figura tão tímida na vida? Estou sempre há segundo do presente, separo-me desta melancolia nas viagens pueris em um mundo criado para aliviar o peso da realidade, e me perco nessas fantasias. Pergunto; Estou perdendo a razão?
Há um passo da magistral vitória da morte em canções ludibriada e desejada, sem apologias, penso demais e não o suficiente. Tudo o que quero ser se perde quando divago em memórias de rostos desconhecidos, esquecidos nos mundos imaginários. Sou apenas um esboço da sanidade, mas uma obra prima da loucura... sou o paradigma por qual muitos querem viver sem saber que esta vida é pura oscilação de humor e um grande paradoxo do tempo... que tempo perdido...

13 de abr. de 2009

Sou um mero e mesquinho ser da verdade pura, da mentira sincera, portador das horas vagas de pensamentos despersos que divagam em meandros internos, conflitos externos de chagas mortais... pensei nesta frase e parecia me completar, procuro minha beleza em auroras boreais no frio dos recantos mais sombrios do coração. Sem lágrimas, mas cheia de idéias de sentimentos confusos e por vezes impuros, como maculada foi a inocência minha de ter sido tocada ainda jovem por espíritos traiçoeiros que me fizeram buscar na morte a integridade que não sentia em vida... ainda na infância perdi o tempo, perdi a coragem, perdi-me em medos, esqueci da beleza da vida, esqueci da criança crescida ainda em pedaços... vou procurando fragmentos afiados que me cortam quando os toco, de corte em corte, de sangue em sangue vou procurando meu caminho ainda não percorrido... senti desejo de ser eu, mas sem saber ainda quem ser, este ser , esta criatura na vida encurralada pela loucura de estar sempre sentindo e acumulando emoções em um emaranhado de dores sem saber até quando aguentar tampouco onde chegar.

31 de mar. de 2009

O que te fez sentir?
A brisa do entardecer num começo de noite fria com todo o encanto das estrelas.
O pôr do SOl que enfeita o céu no final de um dia de chuva?
As cores que enriquecem as formas das nuvens espalhadas por aí.
O amanhecer de um novo dia, cheio de expectativas e oportunidades com as quais vc nunca sonhou.
Os sonhos que alimentam o inconsciente de fantasia e loucura, toda a loucura que você precisa sentir antes de dizer que está são...
Aquela pontinha de insanidade perdida entre pensamentos de emoções fortes tão fortes que tiram seu fôlego e te faz transpirar de ansiedade, tensão...
Aquele resquício da infância que você trouxe para a vida adulta, mas que ainda está latente, constantemente presente, a criança que sempre brincou de viver e viveu para brincar...
O que te faz sentir?
O sorriso empático de um amigo há muito distante e que voltou para alegrar um dia que seria normal...
As lágrimas daquela pessoa especial que passa por momentos difíceis e você sabe que ela vai superar, mas precisa de você para guia-la, voltar a brilhar...
A lua em seu esplendor altiva no céu escuro e a vontade de dizer que é livre para toca-la...
Enfim, o que te faz sentir? Eu, sinto tudo, e ao mesmo tempo penso não sentir nada, mas o mundo gira e continua minha vida, sentindo , amando, pensando, brincando de continuar vivendo.

19 de mar. de 2009

Está anoitecendo e o dia se arrastou, cada canção que ouvi parecia não ter fim, como as notas cantadas em semi-breves... vieajei para minhas fantasias sozinha, quis passar um tempo sonhando, procurando inspiração. Parece que a química do meu cérebro durante as sinapses se desequilibram e me mandam para outros mundos, cada segundo conta, cada batida do ponteiro do relógio é uma explosão de sentimentos que desconheço a origem... como se cada sílaba das composições feitas por mim ganhassem uma vida além da minha. E minha coragem de enfrentar a realidade e pertencer mais e mais ao mundo dos concretos, reais, se perde entre um neurônio e outro, até fumar o cigarro parece abstrato, parece mecânico, eu acendo o cigarro, dou algumas tragadas em intervalos musicais, e obeservo o nada na fumaça que se confunde com o ar. Parece não fazer muito sentido agora viajar para mundos distantes sem sair do lugar, no entanto, minha arte depende um pouco do contato com a loucura e se me curarem o que resta?

17 de mar. de 2009

É engraçado como o tempo não pára, mas se arrasta no dia como um enfermo agonizando a cada minuto. Cada intervalo numa canção corresponde a um tempo que deixou de ser,e cada nota um segundo correndo para o próximo verso.
Somos escravos do relógio, dos astros que se posicionam em espaços no tempo, fazendo passarem-se os dias a invocar novos dias,e novas noites.
Eu me perco em pensamentos desconexos que influem em meu equilíbrio mental e emocional, sinto muito e ao mesmo tempo um Nada ácido corroendo a vida de dentro para fora. Sinto angústia e alegria, sinto o amor na fantasia de ser diferente e ao mesmo tempo ser igual, humana. Talvez seja isso, igualdade na espécie e distante no ser, aberração, ficção, ultrajante anomalia espiritual que deu lugar a essa figura, uns dias na loucura, outros na decepção de uma sanidade impura.

4 de mar. de 2009

Hoje, sinto como se a escuridão me convidasse para dançar no meio da tempestade. Como se a vida fosse apenas os trinta minutos de terapia, ou as duas horas de aula por dia. SInto que vou deixando de existir a cada momento no silêncio, distante do mundo...sinto a vida se abrir e me convidar para entrar, mas algo me impede, esse vazio que invade meu organismo e sangra. Estou só. Disseram-me que sou uma alma sensível, sempre amaldiçoei essa sensibilidade, pois o sofrimento sempre foi menos suportável, no entanto, hoje agradeço a Deus por ser quem sou, apesar da dor, não trocaria meus sentimentos por nada no mundo. São meus, mesmo os mais sombrios que brotam das umbríferas esferas de traumas infantis. Serei sempre grata aos que me ajudam até hoje e ainda não desistiram...ainda não encontrei a sanidade em mim, mas também não faço parte dos completamente insanos gritando por aí.

5 de fev. de 2009

A distorção da realidade torna tudo menos possível de alcançar, todos distorcemos a realidade quando não encontramos nela a face verdadeira que queríamos que fosse verdade. Mas ao fazermos isso esquecemos de voltar para essa verdade chata da realidade e vivemos presos em sonhos pueris.
Como na infância um dia eramos mais felizes esse dia poderia então não ter um fim, a velha eterna infância que nunca chega ao fim nem nos prende à realidade.
Sinto vontade de ser quem eu não deveria ser, uma louca independente, num desvairamento da mente, de sonhos e fantasias de realidades distorcidas. Sentir meu ego aumentar ao receber um elogio ao invés de sentir vergonha das boas coisas em mim, prefiro a má Mariana, aquela que sempre erra, mas está sempre tentando acertar, aquela que sempre sonha sem despertar. Arrependo-me todos os dias de acordar, gostaria de induzir um coma profundo em que eu pudesse descansar a mente e não apenas o corpo que sempre descansa na cama o dia todo preparando histórias que poucos lerão. Sinto falta da assassina de personagens misteriosos sem nome, dar um nome torna tudo mais real e a realidade é o que tenho tentado evitar.

27 de dez. de 2008

  Faz tempo que ando sem poesia
  Faz tempo que ando sem harmonia
  Faz tempo que canto a mesma melodia
  Nada enfim, faz muito sentido,
  Nada além do abandono fica retido.
  Faz tempo que Nada faço por amor,
  Faz tempo que nada faço por prazer,
  Faz tempo que sinto apenas o algor
  De passar tanto tempo sem pensar.
   Tanto tempo sem sonhar,
   Tanto tempo sem ser, esquecer e fazer
   Do mundo um eterno entardecer.

5 de dez. de 2008

Como vermes a fazerem festas em minhas entranhas comendo a putrefação em mim, os restos impuros da nojenta interpérie que começa com o simples ato de mastigar. Termina na sensação de insatisfação de estar sempre cheia de coisas feias em mim. Vou pedindo cada vez menos, menos tempo, menos vida, mas há sempre mais. Vou lembrando de poemas, psicódelicos em diversão no meu mundo onírico, nas umbríferas vozes, de onde são?
É como perder a morte na vida, ser mais que não ser, fazer sempre menos para poder fazer sempre mais, ter vontade de não ter vontade, sentir prazer em não sentir mais nada, invejar os espíritos mais calmos que vivem essa vida com harmonia enquanto eu procuro equilíbrio em calmantes impacientemente, perdendo dinheiro, perdendo tempo, dormindo durante o dia, escondendo lágrimas a noite. Ver na escuridão do quarto em silêncio, temendo os misteriosos barulhos do quarto inabitado, inabitável. Escuro, nada, somente, tudo, ver, ouvir, sentir, ser, esconder, não chorar e querer chorar, implorar para que role uma lágrima de alívio enquanto eu caio, despenco livremente, a única hora em que meu espírito é livre, na queda sem fim, sem começo, acordo e estou caindo, durmo e estou caindo.

18 de nov. de 2008

 Às vezes é preciso dar um tempo, esquecer da  morte e repensar a vida. Eu não sei o que acontece comigo, mas tenho tido muito tempo e pouca disposição para fazer o que preciso e o que quero, há tempos venho sentindo esse vazio tomar conta e esqueço que vivo, vou tomando os braços de Morfeu e caindo no sono profundo de uma vida em devaneios. Estou perdendo tempo, perdendo vida. 
  Eu sou alguma coisa não alguém, sinto que vou fazendo essa coisa crescer e dispersar, sou essa coisa que vai e fica no mesmo lugar. Hoje perdi muito tempo e contei meias verdades, a coisa dentro de mim está crescendo e a alma vai evanescendo, não quero ser mais isso. Estou perdida, achem-me por favor!!!
 

10 de nov. de 2008



Tudo era magistral, as ondas do mar quebrando nas rochas, o vento gélido do inverno litoral a acariciar o rosto, como lembranças da infância que voltam para dizer que há vida, mesmo quando o vazio soberano impera nas almas dóceis de meros vagabundos do mundo, vagabundos dos sonhos.
Nada era irremediável, tudo se consertava aos poucos, aos sons da guitarra melancólica a tocar um canção de reminiscências. Passado, tudo está no passado, sistematicamente sórdido e inexorável, o inexpugnável passado, de tudo o que resta, são apenas memórias de crianças tolas que esquecem da vida, vivendo o presente e fantasiando o futuro, adolescentes insolentes a atravessar a ponte para a realidade, sonhando tudo e não racionalizando Nada. Esse Nada que chega e invade os mesmos sonhos que esses jovens esqueceram de sonhar. Somos essa negatividade das ancestrais viagens ao lado de profetas noctívagos que embelezavam a morte de quem um dia pensou poder morrer e entender que no fim não há um ponto final, mas uma vírgula entre antíteses e paradoxos imaginários. Novas palavras para mentes obtusas do infausto passado e incontáveis futuros.

3 de out. de 2008

   Sempre estamos procurando a felicidade, momentos curtos que desafiam o tédio, vencem o invisível Nada que nos atormenta. Mas hoje minha única válvula de escape deste tédio, deste Nada é a terapia. Adoro meu trabalho, o difícil é  juntar forças para acordar, sair da cama e passar o pouco conhecimento que tenho para mentes mais jovens.
  Está difícil respirar, fico brigando comigo em pensamento, não encontro minha sintonia da harmonia e fico nesta briga comigo mesma, acho que não sou eu quem está brigando é uma outra personalidade que quer viver em mim. Não sei, tem sido difícil, mas hoje serei criança por algumas horas e pensar somente no doce e nas brincadeiras.

26 de ago. de 2008

No silêncio

Foi no silêncio que tudo começou, que as vozes da minha mente tomaram conta de meu ser doente, e transformaram os sonhos em pesadelos. Foi no silêncio que minha mente foi ficando cada vez mais tomada pela insensatez, a evanescente nuvem do suicídio foi se mostrando mais nítida e forte diante de mim. Foi no silêncio que conheci o sangue que alivia e deixa marcas para eu não esquecer que um dia fui infeliz e dominada pelo medo e pelo desespero. Foi no silêncio que prometi dizer adeus, enfim, o fim, enfim o começo de algo novo, a morte. Foi no silêncio que traduzi canções em minha cabeça de pessoas mortas e me vi em fotos póstumas, de alguém que um dia foi, mas não mais será. Foi no silêncio que aprendi a ser frágil, sensível, e errada, fui errando no silêncio. Foi no silêncio que ouvi a morte chamar meu nome, e ainda escuto quando estou no silêncio e temo meu próprio ser, temo minha mente, quando estou no silêncio, apenas no silêncio. No silêncio eu não sou mais eu, sou apenas a criatura.

19 de ago. de 2008

Lexterminatus

Têm sido dias incrivelmente disconexos com minha realidade. Não tenho certeza se isso pode ser real, não tenho muito o que dizer, estou perdendo a sanidade, o pouco que resta, o pouco que restou da minha adolescência. Dias de intensa angústia que me corrói, e pouco tempo para pensar e mesmo assim tenho pensado demais, a vida toma direções inesperadas que me fazem repensar meus conceitos de realidade e sonho. A lexterminatus está devolta e sei bem o que é sonhar com futuro musical, mas sei pouco sobre sucesso, gostaria de poder conhecer meus heróis e pergunta a eles como chegar tão longe, e sei que muitos diriam " com o coração", mas coração é o que mais há em minha música, sou assim, meio deslocada do mundo, do tempo, mas sei colocar meu coração no lugar certo...temo que será um sonho para outra vida, mas enquanto houver vida viverei. Na música sou simplesmente Mika, sem sobrenome, sem títulos, sem passado, apenas o futuro...e tenho medo.

16 de ago. de 2008

Já senti isso antes, é como uma mil facas penetrando meu coração, não sei o porquê, nem de onde isso vem, mas está aqui, agora, hoje, nesse instante, tudo que eu quero é ver a luz, mas a escuridão me rodeia. Sinto-me só, tenho sonhos em que não compreendo o eu. Esse eu que quero encontrar em palavras, versos, refrões. Não chore por mim, eu não ouviria nada... que nada é esse que eu não quero ouvir?
Mil lágrimas por minha dor... eu troco, eu vendo, eu dou, doar minha dor para quem pensa que a dor é apenas um amor que acabou. Mas eu continuo amando, amo meus amigos, minha família...amo a todos que oferecem sorrisos ao invés de lágrimas, ou lágrimas de alegria, e quando não estão bem, podem chorar em minha presença e eu ofereço um ombro, um abraço, um sorriso meio quebrado... sou assim... mas ainda não sei quem sou. Estou me perdendo dentro do eu que vou descobrindo. Estou sempre pensando, penso demais, e não penso o suficiente. Se não faz sentindo para você, faz muito menos para mim.

12 de ago. de 2008

Mais um dia

O dia vem e é apenas mais um dia. Nada muda, continuo viva na mesma vida da qual tentei escapar, da qual quis esquecer e me libertar. O dia vem e é apenas mais um dia. O mesmo que começou enquanto eu dormia e irá terminar quando eu estiver dormindo, vai passar enquanto eu continuo sonhando abrindo portas para o inesquecível, para o inefável, para o outro inexorável Nada, o Tudo em minha vida... fui eu. Eu matei a criança em mim, esqueço que ela um dia existiu na libertinagem da pré-adolescência. Mentiras inocentes, hoje são mentiras sinceras, sinceramente criadas para criar uma outra imagem que aos poucos se quebra... O dia vem e é apenas mais um dia. O dia em que esquecerei de tudo o que é passado e pensarei no futuro, mais uma mentira que se revela em meu presente... Imagens...Mais um dia...Mais uma noite...Mais uma hora...Mais um dia que chega e se vai e eu continuo dormindo. Isso não faz sentido. Quem disse que era para fazer algum sentido?

BORDERLINE

Hoje acordei mais uma vez na doce madrugada, assustada por sonhos torturantes, hoje eu vi quem deveria ser e quem eu gostaria de ser, o que sou e o que não sei ainda dizer se cheguei a ser. Espero a noite me engolir em sua melancolia. Hoje o dia amanheceu doente, meus heróis estão aos poucos se perdendo. Alguns morrem, outros se esquecem de quem são, como eu vou me esquecendo assim...
Assim...vou me perdendo em lugares na minha mente, mundos inexplorados, a fronteira, o limite, "the borderline". Vou temendo ficar sozinha e me isolando, vou tentando, assim, esquecer a vida que vivi até aqui, a vida que morri até aqui, assim...vou perdendo o tempo, vou explorando a introspecção, essa hiperatividade inoperante, não consigo ficar comigo por muito mais tempo. Vou, assim...me apagando para apagar a dor, vou refletindo o incerto, essa incerteza do que certamente virá. O retorno. Assim...preparando armadilhas para meu próprio espírito... quero sair daqui. Estou vendo, assim serei, por muito tempo, assim estarei por mais algumas vidas, por outras mortes. Assim, "in the borderline" na fronteira entre a sanidade e a loucura. Que loucura é essa que se esquece de fantasiar o belo e interfere na minha estória, na minha história... assim, que loucura é essa?

Em uma noite

Em uma noite estarei viajando dentro de mim, serei eu quem conectará as estrelas até formarem desenhos no céu. Em uma noite, encontrarei o sentido das palavras caridade e amor nos outros, fora de mim. Em uma noite, contarei estórias para criancinhas invisíveis no meu quarto, enquanto o tempo vai passando e o dia raiando. Em uma noite, não estarei mais aqui, onde estou, nesse mesmo lugar, nesse mundo, nessa mesma intensidade, nesta frequência, nesta imensidão de solidão. Em uma noite não serei mais eu quem decidirá se choro ou não; chorarei quando o mundo deixar, quando as lágrimas sentirem que podem expor-me ao mundo em que me afundei, em que vou afundando... Em uma noite ainda penso que serei feliz ao lado das pessoas que mais amo no mundo, ao lado dos espíritos de luz que vêm me guiando para o lado menos sombrio, pelo caminho tortuoso e cheio de ilusões que fazem na verdade, parte da realidade. Em uma noite eu não esquecerei você, não mais, nunca mais, estarei por perto para dizer que te amo,e ouvir você dizer que me ama também, palavras trocadas, carinhos dados, mundo quebrado, espelho quebrado e imagens jogadas ao universo. Em uma noite, tudo terá fim,mas não o fim, um novo começo, e anseio por essa noite.

2 de ago. de 2008

I love you Mom


Pois é, eu nunca falei da minha mãe aqui. Minha mãe é tolerante, paciente, carinhosa, implicante, mas acima de tudo é especial. Eu sou seu Karma nesta vida, ela diz que sua missão é me guiar para uma vida mais saudável, para o melhor. Ela tem feito um ótimo trabalho até agora, mas não aceita que eu precise de pessoas variadas em minha vida, ela quer ser tudo, psicóloga, amiga, mãe...e há momentos em que eu preciso que ela seja tudo isso. Ela quer saber quem sou e eu também, ela quer confiança e eu também. Nossas brigas duram no máximo dois dias, sempre.Muitas vezes ela reclama que eu não a procuro em momentos de desespero e angústia, o que ela não entende é que muitas vezes tudo o que eu preciso é do seu sorriso. O que ela ainda precisa compreender é que sou completamente dependente dela e que preciso encontrar meu caminho sozinha, porém sempre em sua presença...eu amo minha mãe mais do que a mim mesma. Um dia, ela vai entender que eu não estou aqui, neste mundo, nesta vida, neste momento, para dificultar sua missão, mas para descobrir a minha.

30 de jul. de 2008


Gostaria de poder responder às perguntas dentro de mim, mas não posso. Não simplesmente um sim ou um não, mas um porquê. Hoje sinto que estou envelhecendo, porém sem a riqueza da sabedoria. Vou me abandonando querendo voltar ao tempo em que fui criança feliz, mas esse tempo foi curto, o importante é que foi bom. Vou conhecendo pessoas novas e me perguntando o que elas podem ver em mim, o que eu tenho a oferecer? Talvez, tudo, talvez nada, mas o nada sou eu, e vou morrendo, sentindo muito por estar só e acompanhada nessa solidão, paradoxos da vida, antíteses do interlúdio, a poesia vai ficando dormente, e então vem a morte, o amor, talvez o amor venha antes, mas logo chega a morte, e chega então o começo de tudo e o tudo sobre o Nada.

28 de jul. de 2008

Not alone-lexterminatus

Um minuto de silêncio pela freelight, por puro respeito e carinho, além de muita gratidão afinal esta versão da música foi composta por mim, Mika, mas os arranjos finais foram conquistados com a ajuda da Freelight, nossa eterna escola de onde saíram todos os músicos da lex original...beijos a todos

http://br.youtube.com/watch?v=2cer64FxrLg

Not alone-lexterminatus

Prévia, uma carta a Paulinha

Neste fim de semana foi a primeira prévia da comenoesp em Cafelândia. Eu fui! Mas para ser mais sincera, eu não fui, não me entreguei ao encontro e me arrpendo por tudo. Apesar de ter mesmo feito amigos novos, pessoas interessantes que ainda não rechonhecia a existência, senti-me só. Vou falar de uma pessoa especial:
Paulinha, em meio a tantos problemas, seus e meus também, nos conhecemos, eu a conheci na Comenoesp de Tupã, ela nem sabia que eu existia, gostei de seu entusiasmo, liderança e dedicação, mal sabia eu da grandeza de seu coração. Antes da Comenoesp de Tupã eu estava mesmo pensando em deixar este mundo, a viagem de ida foi para mim um tempo para refletir sobre minha própria existência, eu não a reconhecia e não queria mais tentar. Mas chegando lá conheci a Paulinha, não fui ao seu encontro, observei de longe, como sempre. Mas me impressionei. Ao retornar da Comenoesp eu mandei um e-mail para a Paulinha parabenizando-a pela organização e realização do encontro, não pensei que haveria um retorno, mas houve, como eu disse para ela ontem mesmo, seu coração é tão lindo e grande que acolhe amigos e desconhecidos (eu). Começamos a trocar e-mails, ela me contava quando estava em crise e eu contava quando eu estava em crise ao mesmo tempo que tentava tirar forças para estar próxima de uma maneira meio distante em momentos de dor e desespero. Nos identificamos uma com a outra, e após inúmeros e-mails, finalmente tive a oportunidade de vê-la pessoalmente nesta prévia, e apesar dos calorosos abraços (3) que recebi e das incontáveis oportunidades de conversarmos, eu não me fiz presente e ela também não se aproximou, oportunidades perdidas...Mas teremos outras. Não vou me despedir, pois prometi a ela que não o faria... Paulinha se um dia vc chegar a ler isto, saiba que aprendi a ama-la e reconhecê-la como amiga próxima e distante, mais próxima de mim, mais distante da fria matéria que me envolve... Paulinha, sinto muito ter perdido oportunidades, sinto muito ser meio ou completamente, isolada do resto das pessoas. Prometo tentar mudar e nunca mais dizer adeus, estou aqui e aqui ficarei pelo tempo que me foi destinado desde que vc fique comigo também. Uma coisa que eu queria dizer; quando vc me abraçou e disse "minha amiga Mari" eu queria dizer "Não me deixe". Sempre que tiver um problema, eu estarei a seu lado, sempre que quiser sorrir, eu estarei lá para sorrir devolta, sempre que quiser chorar eu estarei lá para dizer que ainda sinto vc comigo e estou aqui. Paulinha, não me deixe!!!!!!! E mais ainda, Aproxime-se! Tudo o que tem a fazer é olhar para mim e dizer "Mari" só isso, e eu estarei a seu lado.
Abraços a todos da prévia, valeu Cafelândia e Vejo-os todos em Assis!

22 de jul. de 2008

Estou presa nesta história de depressão, não choro, não grito, não vivo, vou morrendo e perdendo a passagem das milhares de histórias que eu prefiro contar a vivê-las. Estou pedindo socorro, porque estou quebrada e continuo quebrando, há este lado muito sensível dentro de mim que quer derramar lágrimas e sangue se for preciso, para continuar a vida que começou ao nascer, mas que se interrompeu na morte, agora a morte me persegue, vou escolhendo palavras para transmitir pensamentos que nem eu mesma entendo, vou seguindo minha vida, sem chama-la de vida... é o fim, o meio e começo de um nada... nada ... nada que vem e vai. É minha alma que adoece e leva consigo meu coração, infectando-o com com a dor que sente sem saber o porquê... estou presa neste corpo que ainda não sei usar direito, pois nada do que eu peço para ele fazer ele se dispõe a faze-lo, como comer carne, ou chorar, pelo amor de Deus chore seria melhor do que esse olhar vazio...
chega!!!!!!!

pesadelos

Tenho tido muitos pesadelos, pessoas morrendo ao meu redor, pessoas especiais me deixando, o abandono é a pior solidão. Temo minha própria mente, temo ser eu, simplesmente um eu que ainda não encontrei, e já temo tanto, que prefiro não dormir.
Ao acordar, abro os olhos devagar e com cuidado,porque o mundo que me envolve pode ser os mundos de pesadelos ancestrais que me abraçam na escuridão. Não sei se prefiro dormir ou ficar vigilante. As noites são de angústia profunda, acordo de madrugada sem conseguir respirar e me inveredo por pensamentos tétricos de origem desconhecida que me levam ao terror noturno, não sei o que prefiro fazer da minha vida, estou morrendo ao invés de viver, as pessoas morrem em mim e eu morro aos poucos.
Todos os dias narro uma história qualquer em minha mente, e vou escrevendo para não perder a linha de pensamento, mas a perco mesmo assim, pois outros vêm a mente e não sei como controlar o impulso de não pensar somente em morte, estou definhando, esquecendo da vida, esquecendo do tempo, vagando ébria por negros bosques em mim, sou um espírito de luz? Já não sei o que é luz ou o que é escuridão, há apenas a penumbra.

11 de jul. de 2008

Ás vezes eu desapareço dentro de mim, me perco nos milhões de pensamentos que me atormentam e me inspiram. Desperdiço o tempo, passo horas na cama pensando e ouvindo outros cantarem suas dores e me identifico um pouco com suas palavras. Ouço música em todos os lugares, nasci na música e continuo nela, mas não sei voltar a mim. É na música que tento me encontrar, mas é nela que me perco. Há tanto a ser feito, tantos planos que uma vida só parece pouco para tanta coisa, mas vou vivendo e ao mesmo tempo morrendo, mais perto da morte do que qualquer outro que vive eu encontro paz no futuro que ainda há por vir, na existência de uma continuação da vida, na certeza de que não estou sendo abandonada por meus amores, apenas o destino nos separou por um tempo que me parece infinito.
Esqueço de agradecer quem me ajuda, mas estão sempre comigo, em pensamentos, em idéias, em espírito.
Hoje me sinto melancólica, cantando ao som de Rob Tomas, sem lágrimas, não aprendi a chorar, choro quando o mundo ri, mas ultimamente o mundo tem chorado mais pois em mim há muita frialdade dentro da matéria que não deixa o espírito se expressar. E vou perdendo a paciência, na escola da vida não tenho sido uma boa aluna.

28 de mai. de 2008

Não há nada pior do que o sentimento de vazio, é o não sentir nada além da dor de existir, o nada enfim de não poder simplesmente não sentir Nada.
FIco observando as pessoas mais felizes que eu e imagino o que elas têm que eu preciso ter também...
Mas tenho tudo do que preciso, tenho amigos, tenho família, uma família quebrada,no entanto é minha família.
Quero escrever sobre a tia Beth; ela foi uma pessoa especial na minha vida, e na vida de muitas outras pessoas, uma pessoa que foi iluminada, quem dera eu tivesse tal luz...
Mas perco as palavras ao escrever sobre o sublime.
Antes eu podia ouvir uma bela canção e chorar a perfeição, hoje não choro mais, e sinto falta das lágrimas... sinto falta de poder sentir algo além disso que sinto hoje cujo nome eu não sei. Talvez não exista denominação.

8 de mai. de 2008

Quadro da Ingrid

Para quem quer que seja

Não é sua culpa, também não é minha, esse dia estava na iminência de chegar...A saudade vem, mas é apenas isso, um sentimento que não pode ser descrito, nem apagado das lembranças de dias melhores, dias em que a vida parecia tão simples, dias em que a inocência pairava sobre nós, dias em que pensávamos poder mudar o mundo. Mas não posso ser mais ingênua, o mundo não irá mudar por mim, para mim ou através de mim, sou apenas mais uma das sonhadoras que por aqui esteve para aprender, e aprendi muito, com você e com todos que me rodearam e diziam que essa não era a saída, não havia resposta simples para a dor de existir.
Aqui deixo apenas minhas mágoas e deixo para o futuro um sonho de que tudo seja transformado, terei outras chances de mudar o mundo. Hoje, aqui, agora, eu digo adeus, adeus a quem fui, a quem tentei ser, a quem desejei um dia ser, mas que nunca realmente fui. Um adeus assim, simplesmente isso, um adeus, adeus à velha adolescência que eu desejava nunca ter fim. Adeus ao poucos, vou me despedindo dos que me amaram, dos que me odiaram, dos que nunca me conheceram, dos que não se importaram se eu existia ou não. Vou dando adeus aos poucos, a todos que tentaram. Não vejam isso como uma falha, apenas um projeto que foi interrompido.
Adeus!!!
Mika

30 de abr. de 2008

Carência

A carência de um abraço bloqueia as lágrimas que temem sair e expressar a dor que somente eu sinto, mas que por muito tempo outros já sentiram, que por muito tempo alguém ainda sentirá. Sou o espectro de mim mesma, um desenho inacabado da pessoa que quero ser... há divergências, um coração bom, ou um espírito egoísta?
Sou eu, em mim perdida. Mas não mais sozinha.

1 de jan. de 2008

A year to remember


Somos dotados de grande capacidade de engrandecer nosso círculo social, de aumentar virtudes e desconsiderar defeitos das pessoas que nos tocam o coração e de repente nos inspiram a sermos pessoas melhores, buscar sempre aquele sorriso para serenar transtornos, mesmo que os dias tenham sido de melancolia e saudade, de solidão e tristeza, mas aquele sorriso está sempre pronto para as pessoas especiais.
Em 2007 meus sonhos foram realizados, mesmo que ainda incompletos, conheci três grandes personalidades que merecem destaque na memória; é impossível colocá-los no top 3, porque exigiria uma classificassão, quando na verdade eles merecem ficar assim, lado a lado. Ingrid, o carisma em pessoa, um olhar que apaixona que faz reconhecer que há beleza no mundo para acalentar os corações mais tormentosos, mais sombrios e inseguros. Milton, o inspirador, o professor amigo, exigente, competente, companheiro, sempre buscando a perfeição nas mais complexas teorias. Denis, o substituto que virou titular; alegre, simpático, cujo sucesso em sua carreira despertou a ambição de seus pupilos, tagarela como todo professor deve ser, mas suas histórias foram e continuarão a ser um incentivo para quem quer vencer.
Enfim, os magos que enfeitiçaram a mente desses jovens aspirantes a jornalistas, pelo menos eu sei que enfeitiçaram a minha mente,o meu coração e minha alma. Este foi um ano para ser lembrado por estas pessoas e muitas outras, não tive a chance de dizer adeus a nenhum de vocês e vocês mereciam, mas saibam que não foi negligência, foi uma emergência que me fez partir assim, espero que um dia possam ler estas palavras e lembrar de mim e de todos os alunos da turma de jornalismo que aprenderam a amar cada minuto de convivência com cada um de vocês. Amo todos vocês!!!

11 de out. de 2007

Imagens

Nada faz muito sentido quando a depressão se aloja no coração. Talvez por amar demais, ou amar de menos, talvez por sentir demais e ao mesmo tempo não sentir nada, como não poder sentir um toque de carinho de alguém que amamos, não sentir o calor de um abraço quando o mundo parece desmoronar, não ter uma palavra de consolação e ouvir apenas o silêncio.
Imagens de uma vida de turbulências se esbarram nos sonhos, as brigas, as discussões, a carência de um ano longe de casa. Imagens de pessoas novas nas nossas vidas a quem aprendemos a amar muito e que talvez serão apenas lembranças o ano que vem porque a vida se transformou em algo fora do controle das ações e a dependência da caridade de outros nos mostra o quão impotentes nós somos, ainda, talvez não por muito tempo.
Pensamos em desistir, mas há pessoas que ainda acreditam que iremos vencer, talvez não as pessoas que nós gostaríamos que acreditassem em nosso potencial, mas outras pessoas que acabaram de entrar em nossas vidas e já trazem mais carinho do que aquelas que sempre nos acompanharam. Dividimos problemas, traumas, infortúnios, tristeza, desespero, dividimos também alegrias, momentos de descontração, momentos de risadas etéreas, eternas. Não somos uma pessoa só, somos várias, cada ser que conhecemos ao longo desta jornada deixaram uma parte deles em nós, somos compostos das melhores qualidades de quem tocou nossas vidas, somos compostos do amor que compartilhamos.

10 de out. de 2007

Finado

Hoje meu mundo está girando rápido demais, a respiração fica mais difícil, é preciso se segurar para não cair. Hoje minha vida está reclamando demais, reclamando dos infortúnios, do desespero de não ter certeza de onde estarei o ano que vem. Sei bem onde quero estar, mas não sei se lá estarei. Tenho pessoas que ainda acreditam em mim, no meu potencial, na minha inteligência, e gente que duvida que há alguma vida inteligente nesse corpo de 22 anos.
Coloquei o título de "finado" neste post porque talvez essa seja a situação do meu futuro, morto, destruído, quem sabe o porquê? Fui eu? Eu errei tanto nessa vida transviada, até drogas já usei, mas hoje pensei ser uma pessoa diferente, diferente da auto-destrutiva que fui no passado, diferente da egoísta que tenho sido até pouco tempo atrás, diferente da mimada, da "doente". Quando comecei a ter fé na vida, na felicidade, quando comecei a acreditar que ser feliz é realmente uma questão de paz de espírito, puxaram meu tapete, disseram: "Você é muito mais egoísta, você é irresposável, seu futuro depende muito mais de uma mudança radical em você". Pensei que essa mudança, aos poucos, havia acontecido, ou estava acontecendo, agora mais do que nunca; mas meu passado me persegue, serei sempre, aos olhos de minha querida e amada tia, a criança mimada, irresponsável, carente, egoísta e BURRA, daqui para frente só quem me conhece há pouco tempo jura que isso não é verdade, mas esas características são repetidas tantas vezes a mim que começo a acreditar nessa versão abominável do meu ser.

19 de set. de 2007

Pessoas novas, vida nova!!!!

É...nada vem para quem não tenta. Espero um dia ser uma pessoa melhor e ir além, com a ajuda das boas pessoas me cercam, preciso encontrar meu caminho, mas sozinha eu não consigo.
Quero já aqui, fazer uma homenagem às pessoas que fazem parte da minha vida, e a transformaram no momento em que nos conhecemos, começarei pela Ingrid que trouxe um novo significado às palavras inspiração e motivação,pessoa que me trouxe muita luz, e cujo sorriso ilumina a alma do mais triste ser, assim como o Mirtão, que me fez enxergar a teoria por trás da teoria e a inefável sensação de ser um ser pensante,continuo com meus novos amigos, Leonildo, seu sarcasmo seco e gélido é tão cômico como o humor mais negro que a própria escuridão, esse humor e genialidade, trouxeram para minha vida muita energia; meu amigo Marcelo que me fez enxergar além de mim, meu amigo Rodrigo H. que me fez encontrar uma nova pessoa, uma nova musicista dentro de mim, alguém que estava adormecida e que agora desperta, a Sarah, minha vizinha curiosa, quererendo sempre saber um pouco mais, estou aqui para ensinar também, e quero sanar suas dúvidas dentro da minha capacidade. Outras pessoas vieram para me fazer pensar mais nelas do que pensar o tempo todo em mim, essas pessoas são especiais, Rô, Vera, Alfredo, Carlos, pessoas incríveis,cada qual com suas visões particulares do mundo, adoro a todos vocês por me aceitarem e por enxergarem em mim mais do que eu enxergava em mim mesma... Amo vocês!!!!

28 de jul. de 2007

Renato


Grande guitarrista, o Renato é um cara apressado até para tocar, "acelerou muito Renato!", essa é a frase mais escutada por ele, e mais pronunciada por nós, instrumentistas da Lex, e pelo Luis nosso exímio produtor VIP no momento. Mas falando do Re, não há muito o que dizer, o garoto sabe tocar muito e além de tudo é inspirado, contagiante e sempre presente na vida dos amigos, eu amo esse cara!!!
Ele e eu somos os mais entusiasmados em obter sucesso nessa banda, enquanto os outros brincam de Magic, nós fazemos música, e isso é o que mais admiro nesse rapaz, afinal nós somos a Lexterminatus!!!!!

Quero ser

Click para ouvir a música!!!!

27 de jul. de 2007

Não é à toa que é a MELHOR



Essa escola tem história na minha vida!!!
Não vou contar tudo o que já aconteceu na minha vivência na Freelight, mas vou contar minha primeira lembrança para iniciar essa postagem. Eu tinha 13 anos, acabado de ganhar um violão Digiorgio da minha tia Beth e chegamos na Freelight para marcar aulas de música; na escola eu conheci o Luis que se apresentou sorrindo e me apresentou ao professor de violão, o Dico, este me fez a seguinte pergunta: "Você quer aprender violão ou guitarra?", ahhh pra quê? a resposta foi óbvia. Nas primeiras semanas de aula aprendi alguns acordes e escalas que praticava incansavelmente em casa no meu violão, bom inútil dizer que minhas notas na escola caíram muito, e quase que sou punida com o fim das aulas de música, mas minha tia era muito generosa e acabou montando um horário fixo para meus estudos.
Com o tempo fui conhecendo cada personagem da Freelight, o Mi, a Roberta, o Lucas, o Amauri, bom, fui me sentindo em casa, as horas mais felizes da minha adolescência eu passei na Freelight, conversando com o Luis, com o Dico, enfim, com a turma toda, fazendo planos para tocar, montando banda, acabei convencendo todos os integrantes originais da Lexterminatus a fazerem aulas de música na Freelight. Tenho uma paixão especial por cada pessoa dentro da escola, com certeza eu poderia ter aproveitado mais, mas minha preguiça não permitiu. Conheci meu "paizão", o Dico, a quem amo muito e para quem já contei grandes segredos e já pedi muita ajuda. Amo a Freelight, amo cada ser intrépido dentro desta escola, e nunca quero deixar de fazer uma visitinha de vez enquando, mesmo não morando mais em Lins.
Freelight, amo vocês!!!!

Luis

Essa cara sabe o que faz e está perdido em Lins hehehe!!!
Nossa tudo que temos até agora são lembranças dos aproximadamente, dez anos em que estive com esse maluco viciado em tecnologia e grande dominador das maravilhas eletrônicas que vão surgindo, como disse o Renato "O mágico".
Não só ele criou as partes do teclado nas nossas músicas, como também sempre elogiou nosso trabalho. Esse cara acreditou em mim quando eu estava pensando em desistir dos meus sonhos por falta de talento, mas graças a pessoas como o Luis ainda existe a Lexterminatus. Pode não existir para o mundo , ainda, mas existe para nós da banda , para nossos amigos e para a Freelight! A sinceridade do Luis sempre me assustou um pouco, porque eu pensava muito antes de mostrar uma música composta por mim para ele, imaginava ele dizendo; "Não vai dar certo, você não é boa o bastante, tem que estudar muito ainda para poder fazer algo decente", porém toda música que apresentei a ele foi recebida com incentivo e elogios, além de críticas construtivas e opiniões de quem realmente entende de música. Valeu Luis!!!!
Um grande OBRIGADO da Mari e da Lex!!!

Mais um dia de estúdio!!!

Mais um dia na Freelight trabalhando muito, bom quem mais trabalha é o Luis né, mas a gente assiste!!
Falando sério, essa tem sido uma experiência única na minha e tenho certeza de que na vida do povo da Lexterminatus também. Somos apenas crianças tentando seduzir a melodia do destino, transformar nossos sentimentos em inspiração. Eu particularmente, estou encantanda com todo o apoio e incentivo que estamos recebendo da nossa eternamente escola de música Freelight. Estamos todos muito gratos, se tudo der certo agradeceremos em público esse carinho todo que temos recebido.

22 de jul. de 2007

É sempre um prazer muito grande voltar a sentir os acordes tocando a alma, cada nota, cada tempo, cada intervalo sonhado, pensado, sentido e colocado em uma nova canção, uma nova paixão, pode ser que essas canções nunca cheguem a ser ouvidas por todos, por muitos, mas foram feitas com carinho, com amor, com inspiração. Um dia essas palavras cantadas, essas melodias criadas serão apenas a trilha sonora de uma vida.

19 de jun. de 2007

O que faz da imagem refletida no espelho transformar-se em aberração, monstro, o que provoca a repulsa do próprio ser refletido? É a mentira que carrega na consciência, o medo de não poder ser mais a estranha criatura que no vazio da solidão permanece oculta, perdida na sociedade contemporânea, moderna, veloz, apressada. Ser apenas mais uma alma alucinada na amargura de fazer parte da massa, insignificante.
Essa imagem impura que o espelho revela diante do verdadeiro ser é a imagem que tentamos esconder. Que imaginação tão fértil criou tal reflexo? Ao ler o jornal e identificar-se com os corruptos, ladrões e assassinos e perguntar-se; "serei eu capaz de tamanha maldade? Poderia eu tirar uma vida? Roubar inocentes, ser escravo da luxúria?" E o que acontece quando repondemos "sim"? Estamos sendo honestos com nossas próprias personalidades infames?
Pagamos caro por erros cometidos no passado e repetindo-os no presente, tem gente que nunca aprende. Pecados derivados do tédio, um tédio que persegue, enlouquece, mata. O que faz da imagem refletida no espelho uma aberração? É verdade sendo exposta diante da mentira que foi criada para sobreviver na sociedade massificada, ser, enfim, um indivíduo normal é apenas transformar o anormal em sombra e viver sufocando sentimentos reais, porque demonstrar medo é coisa de covarde, a sensibilidade é frescura de quem pensa amar demais, de quem ama pensar demais.

2 de abr. de 2007

Estamos no limiar do conhecimento, toda informação contida, toda teoria, toda hipótese de uma tese assimiladas por nós, alimenta o desbravodor que há em cada um, o pesquisador, o curioso, o chato que sempre pergunta: por que?
Por que isso acontece? Por que estamos aqui? para que estamos aqui? Por que lutar? Por que estou aprendendo isso? e finalmente chegamos no "como", como usarei isso para meu próprio crescimento e para o fortalecimento dos valores morais da sociedade? Como serei útil para o mundo com todo o conhecimento que adquiri?
Não sei ainda, penso muito, mas ainda não sei, estou buscando uma razão para ser o que sou, e ser melhor, ser mais, ter valor. Vozes na minha mente dizem que meu valor é inexistente, essas vozes já me dominaram um dia, mas hoje, sou eu quem está no controle, hoje eu acredito que há um valor, há uma esperança, há um porque, há uma missão designada para mim e para cada um de nós.
Minha doença se posso chamá-la assim, é apenas mais uma expiação pela qual preciso passar, sem desistir, sem deixar-me dominar pelo medo, pelo desespero, pela raiva.
Sou um ser pensante, e continuarei a sê-lo, mesmo que me digam , um dia, que tudo não passou de ilusão, talvez seja assim que devemos viver, das ilusões, porque sonhando criamos objetivos a alcançar, trazemos à vida cores, valores, deixamos nossas marcas e seremos sempre lembrados com amor, porque fizemos nossa história com paixão.Só sabe viver quem sabe se apaixonar, mas não deixa que essa paixão o domine, mas guie o caminho, sabe ouvir, sabe falar, escrever, viver, sempre em busca de novas histórias, novos caminhos, novos capítulos, sem medo, e se derem uma brecha deixamos de lado também o pudor, pudor é para os caretas, vamos celebrar a rebeldia da massa, uma massa inteligente, uma massa que foi criada para contextar, para enfrentar, para participar ativamente de uma sociedade carente. Não sejamos o homem da multidão de Poe, não procuremos sempre uma nova multidão porque perdemos nossa identidade, mas sejamos sempre amantes da razão, da personalidade sem temer os sentimentos, sem sufocar emoções. Sejamos todos seres apaixonados.

15 de mar. de 2007

Esse é o Rafa, meu grandioso amigo, meu companheiro, meu vampirinho... estou com saudades rafa... te amo muito

12 de mar. de 2007

minha vida começa agora

Estou no limiar das ilusões, a realidade vai se transformando, mudando, imitando os sonhos que jamais acreditei que fossem um dia se realizar, mas aqui estou , fazendo minha história, contando meus passos, disperdiçando momentos, mas enfim, vivendo.
Moro em um lar de amor e compreensão, sobrevivo Às mazelas que me afligem escrevendo com paixão, descrevendo o feio, eu enalteço o belo, mais bela é a verdade de estar finalmente vencendo. Na morte encontro o mistério a ser resolvido, mas na vida encontro o amor a ser sentido, experimentado , explorado, um veneno poderoso e bom para as almas que perderam a esperança, leio tudo , filosofia, biografias, aventuras, terror, romances, contos, poesia, e é isso o que eu quero ser, formadora de cultura, testemunha do fantástico, e minha vida começa agora.

6 de mar. de 2007

As vozes me rodeiam, como abutres famintos pela carne putrefata, elas anseiam por uma oportunidade de derrubar o muro do otimismo que tento construir. Terminar minha vida em uma eterna alucinação? Não, isso é impossível, é perder a dignidade. Não temo a loucura pois admiro os loucos por sua pureza, seus sonhos...
Faço perguntas a mim mesma sobre a veracidade dos meus desejos, sobre a vontade. Tenho muitras vontades, vontade de voar, ser imortal nas palavras, ser alguém a quem não digam que a vida passou por ela, mas que passou pela vida, que viveu.
Álvaro de Campos

Ah, Onde Estou

Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo, A banalidade devorante das caras de toda a gente! Ah, a angústia insuportável de gente! O cansaço inconvertível de ver e ouvir!
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.)
Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto, Estômago da alma alvorotado de eu ser
...

Tenho vontade de fazer poesia, casar melodia , juntar as palavras, brincar de inventar, criar, sonhar, poder fazer o que eu quiser, ser livre, ser amante, ser amada, ser, simplesmente, ser. Ser gente, mas não gente entediada, gente que busca inspiração que faz do tédio uma canção, que faz da angústia uma oração, quero ser gente que um dia se possa dizer que deixou para trás , não a morte, mas uma vida e essa vida eu estou construindo.

1 de mar. de 2007

liberdade

Enfrento os dias vazios, sem pensar por um segundo que a vida pode perder sua essência no abismo do absurdo. Escrevo textos e mais textos com alma, minha alma, doente, pobre, sedenta por novos desafios, o mundo é cheio de tragédias, quero encontrar a esperança. Ser triste é não poder sentir, não poder viver, viver além da vida, ser imortal, nas palavras escritas, na musicalidade da melodia composta com amor , paixão, ódio, desespero, sentimentos intensos que nos fazem perder a razão. Escrevo para aliviar a dor, para deixar vestígios, para ser imortal, quando a morte vier, tudo fará sentido. Serei levada devolta à infância, terei novamente a inocência de ser feliz, de contemplar a beleza do mundo, sem esquecer que o mundo é imperfeito, mas com coragem eu posso mudá-lo, transformá-lo, inverter valores, decidir sentenças, ser livre....

27 de jan. de 2007

VIVENDO

Vivo de paixões, de emoções intensas, profundamente marcantes, que por vezes deixam cicatrizes, dores. Vivo de sentimentos inebriantes, que causam vício.
Fantasiando a realidade é que eu sobrevivo aos momentos de tédio e não sei mais o que faz ou não sentido na vida. Perco o sono pensando nas pessoas que amo, as que vivem e as que já viveram. Primeiro penso nos que me deixaram, nos pedaços de vida que dividimos, nas pequenas brigas, na grandeza da esperança, nos minutos de silêncio, nas horas de entretenimento, paz, discussão, contemplação...Então penso nos que ainda vivem, a inocência da dúvida, a culpa de palavras gritadas , sussurradas inpensadamente jogadas na atmosfera. Penso nas chances que tive de provar que sou capaz de viver minha vida e experimentar o mundo, disperdiçadas em crises sem razão. Sou eu quem vive, e o tempo é curto, os dias parecem longos, mas passam rápido demais.
Quero provar que estou aqui para viver muito e não morrer aos poucos.

5 de dez. de 2006

Tio Jairo

Nem uma foto eu tenho para levar comigo a vida que resplandecia em seu olhar. Perdi um amigo sem conhecer metade do brilho que trazia sua companhia, perdi uma família. As lembranças são poucas, escassas, mas o suficiente para me fazer chorar, chorar por um tio com quem eu nunca pude compartilhar alegrias, idéias, canções, emoções, vida. E a saudade, é apenas a saudade etérea do fato de que o nunca agora é real, nunca sentirei o calor de um abraço seu, nunca canterei a seu lado músicas ancestrais, nunca ouvirei sua risada das piadas, das palhaçadas, nunca sentirei o carinho de um beijo , o amor em um gesto, a ternura de um toque.
Por motivos tão banais dividimos tão pouco, éramos duas pessoas ligadas pelo sangue, mas separadas pelas circunstâncias, em duas famílias diferentes. Foram momentos felizes os que passamos juntos, foram momentos que levarei comigo em meu coração para sempre, foram momentos em que o amor prevaleceu, foram momentos que nossos corações bateram no mesmo ritmo, mas foram poucos. Invejo meus primos por poderem lembrar de você ao ouvirem sua música favorita, ao olharem uma fotografia e lembrarem daquele dia que ficou registrado para sempre, ao assistir a um filme e saber que aquele era filme do qual você gostaria. Eu não fiz parte da sua vida, não tanto quanto eu desejaria, eu não fui parte da sua família, mas ainda assim sentirei saudade, uma saudade diferente, de momentos que passamos juntos, e de momentos que gostaria de ter estado a seu lado. Sentirei saudade da presença e da ausência. Sentirei saudade do tio que passou pela minha vida a marcou e nos deixou, sentirei saudade da família que se separou. Levo comigo seu sorriso, levo comigo o pouco que convivemos e deixo aqui meu adeus.

22 de out. de 2006

save me

"Agora eu vou cantar pros miseráveis, que vagam pelo mundo derrotados, para estas sementes mal plantadas que já nascem com cara de abortadas"

Quero ser alguém apaixonada, quero brincar de ser gente, quero morrer idependente, quero abrir um livro e sentir novamente o prazer edificante da primeira leitura de uma aventura.

Quero inventar meu estilo, quero matar o tédio, quero fazer mistério. Ser diferente, ser experiente. Quero divagar nas ondas da criatividade, quero me emocionar ao assistir a um filme. Estou na idade da loucura, procurando tratamentos alternativos, perdendo a esperança, chorando feito criança.

Faço apologia ao suicídio, porque sinto que meu momento está chegando. Faço música porque quero deixar alguma coisa para sempre, faço poesia porque sinto tanta coisa que não cabem num pessoa só... sentimentos desesperadores, que fazem com que eu me mate aos poucos... até que um dia não sobre nada...

16 de set. de 2006

Nada passa sem deixar rastros, memórias.
Foi testando meus limites que aprendi a viver, me destruindo, quebrando regras, esquecendo as leis.
Ninguém existe para ser esquecido, deixarei minha marca no mundo para aqueles que quiserem ver, para quem tiver sensibilidade para enxergar a beleza na morbidez, nas trevas. Vivo de vícios, na escuridão profunda de uma realidade tétrica, morfética.
Ninguém existe para ser esquecido, ficarão histórias, ficção ou não, os leitores decidirão.

7 de set. de 2006


Num sorriso, uma máscara, disfarçando as lágrimas que esqueci de chorar, não por vergonha, que olhem, não ligo, choro mesmo, sem pudor, sem embaraço, mas por fraqueza, por desprezo aos sentimentos que me invadem. Orgulho tenho apenas pelas palavras que escrevo, porque descrevo a beleza da dor, da saudade, da morte, escolhendo cada expressão, como se definir as emoções mais sombrias que dominam meu ser, pudesse aliviar a pressão de as possuir, em mim, a desilusão, com palavras pinto um espantalho.

amor e solidão

A solidão consolida seu domínio
Minha alma chora,
desesperadamente implora
por um fim, espera o extermínio.
Alienada, começo um novo dia
angustiada, concedo à dor um lar,
Sem paz, passo os dias a sonhar.
Imagens distorcidas, sem harmonia
Fazem parte da realidade destruída
Pelas vozes altivas da sobriedade.
Apenas morte falsa, fingida.

Morte do espírito, do tempo, da verdade.
Somente o amor permanece,
Mas logo o poder do sentimento evanece.

20 de ago. de 2005

O espelho

Faço de mim um reflexo
Preso em um espelho de ilusões.
Mágico espelho, que disfarça imperfeições,
Confunde a realidade, traiçoeiro, perverso, convexo.
Na virtualidade da imagem diminuta, perfeita,
A criatura que existe na realidade rejeita
A figura imperfeita, de falhas feita,
E prefere de sonhos, de fantasia
A aceitar seus defeitos e permitir-se viver na verdade.
O vazio que ainda o atormenta, este ser não compreende,
Pois vive de quimeiras e desconhece sua essência.

10 de jul. de 2005

A raiva me destróe, e ainda não encontrei a verdade em mim, quero chorar a dor que me inflama o espírito. Nas infindas viagens em que fui atraída aos abismos de uma alma atormentada, infernizada na solidão do desterro, os gritos de incompreensão e angústia perdem-se no silêncio da simulação. Embusca da inspiração, do ser e viver como sempre fui, versões de mim mesma, completamente desconhecida, alienada. E agora enfrentar uma realidade desfigurada, corrompida pelas exageradas visões da imaginação. A criatividade é um monstro que me roubou a essência e me transformou nessa figura indefinida que hoje sou, incapaz de ser e viver quem deveria ter sido.

9 de jul. de 2005

alucinação

começa assim sem início,
As discrepâncias de meu mundo fictício.
A ingnorância do ser absconso
Na duplicidade neurótica da hipofrenia.
A morbidez metódica da necromania,
E a na dança sináptica das anomalias,
Jaz os demônios da enfermidade encefálica
De um louco alucinado, de uma alma paralítica.
Explore os segredos da demência,
Enquanto o ordinário vive no limiar da vileza,
Parasitas necrófagos esmagados pela incerteza
De ser ou não ser verme e viver na obediência.
E termina sem fim,
Sem sentido, apenas palavras, palavras enfim.

26 de jun. de 2005

Personalidade

Há tempos me perdi.
Todo o tempo sonhei.
A dor que sofri,
Se é minha de fato, não sei
Não sei o que fiz,
Ou o que imaginei.
Sou eu quem vive agora
ou alguém que criei?
Respostas, nunca encontrarei,
A verdade me ignora,
Sou eu quem escreve estas linhas
Ou alguém que criei?
Não sei, Não sei,
hipoteticamente são minhas
Mas hipoteticamente nada é real
Nem a dor , nem a alegria,
Nem o amor ou a fantasia,
Apenas a incerteza é imortal.

20 de jun. de 2005

Dignosia

Quantas palavras vêm a minha mente agora,
Quem dera eu dar-lhes sentidos em orações,
O mundo gira dentro de mim,
Enquanto o nada o envolve em uma evanescente neblina
De idéias soltas, ininteligíveis, como eu
Inexpressivas.
Verdades, mentiras, realidade ilusão
Fantasia, agonia, depressão,
Angústia, solidão, anestesia,
Personificação, neurastenia, histeria,
Inflamação, sinergia, palavras sem razão.
Livres das pretensiosas interpretações de mentes vazias,
Vazia é a minha que nada inventa
Só copia.

11 de jun. de 2005

Solilóquio

Despenco no abismo da ilusão,
Mergulho em uma queda infinita.
Vejo o mundo numa feérica fantasia,
Mas perco-me em sonhos na escuridão.
Compreendo menos o fenômeno da sinergia
De poder e impotência, dor e compreensão

Procuro nas palavras a essência
Do ser em que me transformei.
Nada enfim me vem a mente,
é o Nada que sempre serei.

Paralisada na estagnação da epistemologia
Entorpecida pela sensação de uma vida vazia.
No limiar da loucura, da hipofrenia.
Procuro na embriaguez a ostentação,
A esperança jaz na solidão,
Nas umbríferas notas de uma canção.
A canção da augopsicalia
Esquecida na mofina prisão

Entre os demônios da agorofobia

25 de mai. de 2005

Palavras

A música tem sido minha fuga por tanto tempo e agora nem ela pode preencher o vazio, talvez me falte talento, talvez falte inspiração.
Eu amo as palavras, assim como a música as palavras têm vida, melodia, harmonia, quando usadas dignamente elas se transformam em imagens, imagens musicais, imagens oníricas. As palavras trazem a beleza e sinergicamente o que há de mais tétrico no inconsciente do escritor. As palavras preenchem o vazio, é uma sinfonia de sintagmas, uma ópera de metáforas. As palavras definem o ser, o eu profundo, o desespero da alma. As palavras são livres no sentido mais amplo de liberdade em uma semântica infinita. Eu gostaria de possuir o talento para usá-las com o lirismo que merecem, com a musicalidade que lhes é inerente, mas cada palavra, escrita ou proferida por mim , parecem não ter vida, elas morrem em minha consciência, morrem no vazio.

24 de mai. de 2005


tears in heaven Posted by Hello

23 de mai. de 2005

Auto mutilação

O sangue alivia a dor.
O sangue afugenta o medo.
Por alguns segundos
Enquanto observo o rubro líquido
Expulsar de meu organismo
Toda raiva e malancolia
Há um alívio momentâneo,
Um intervalo entre a dor e o medo,
É como sair de um transe hipnótico,
Acordar de um pesadelo.
Ficam apenas as cicatrizes,
Cortar meu pulso é a única maneira
De manter minha sanidade,
De continuar vivendo,
E afastar a loucura a que me leva o medo.

Morfismo

O medo é maior que a vontade de ser livre
Não há saída,Nem a morte pode desviar a alma de sua própria ilusão.
Não há luz nas trevas Nem sonhos no vazio da solidão.
Tudo parece ser um Nada inexorável,
Uma vida desperdiçada Em um sentimento inefável,
Vagamos ébrios pela escuridão,
À frente há um Abismo Infinito, incompleto,
O inexpugnável morfismo.

21 de mai. de 2005


The final act Posted by Hello

O ATO FINAL

Quem notará minha ausência?
Quem direcionará seu ódio
Ao meu ato de covardia?
O ato final de uma peça inacabada.
Quem enfim fará de mim um espectro?
Uma lembrança perdida no labirinto da inconsciência.
Tão invisível quanto sou agora,
Serei também em minha morte.
Em um momento de profunda reflexão,
Descobrirão que há muito eu já não me encontrava
Entre os vivos; no sentido universal do verbo viver,
Eu já não vivia.
Dirão que foi por desespero, dirão que foi por medo
Muitos dirão que foi por egoísmo, insanidade, outros nem se perturbarão
Em procurar uma razão para um ato tão radical.
O que posso dizer? A razão nada tem a ver com minhas loucuras
Os sentimentos sim, por estes fui derrotada.

11 de mai. de 2005

nothing in particular

There are times when death is the only thing I can think of, the only way out, there s nothing for me here, maybe when I m gone, people will remember me for a few days and then I ll be left aside as an old book, never to be opened again, a shadow in their memories, a picture in a frame, maybe not even that. Who am I kidding? I ll never be all they want me to be, I ll never say all I wanted to say, I ll just put on my mask let them decide who I am, happy, clever, weird, a dreamer. I ll never let them see what s behind that mask, I m afraid of who I am, of what I think,
I ll just show them what they want to see, and there will be no questions because I dont have the answers.

Há momentos em que a morte domina meus pensamentos, a única saída, não há nada para mim aqui, talvez quando tiver partido, as pessoas se lembrarão de mim por alguns dias e então, serei como um livro velho que nunca mais será aberto, uma sombra em suas memórias, uma foto em uma moldura, talvez nem isso. A quem estou enganando? Nunca serei tudo o que eles esperam que eu seja, nunca direi tudo o que eu queria ter dito, apenas colocarei minha máscara e os deixarei decidir quem sou, feliz, inteligente, estranha, sonhadora. Nunca os deixarei ver o que há por trás desta máscara, tenho medo de quem sou, do que penso, apenas mostrarei o que eles querem ver e não haverá perguntas, porque não tenho respostas.